O Instituto Adolfo Lutz descartou a suspeita de ebola no homem de 37 anos que está internado em isolamento no Instituto Emílio Ribas, na cidade de São Paulo.
O exame não identificou material genético do vírus na amostra coletada do paciente, informou a Secretaria de Estado da Saúde nesta segunda-feira (1°/6).
Apesar da exclusão da hipótese de ebola, o paciente segue internado sob acompanhamento médico.
Ele já teve diagnóstico confirmado de meningite meningocócica e continua recebendo tratamento especializado na unidade de referência para doenças infecciosas.
Suspeita surgiu após viagem ao Congo
A investigação para ebola foi aberta porque o paciente é um imigrante da República Democrática do Congo e havia retornado recentemente do país africano, onde existem áreas com registro da doença.
Além do histórico de viagem, ele apresentou sintomas compatíveis com infecções graves, incluindo febre alta, diarreia, desorientação e rápida piora clínica.
Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, o homem foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde exames para malária apresentaram resultados inconclusivos.
Ao chegar ao hospital, o quadro era considerado grave, o que levou à necessidade de intubação.
Contatos seguem sob monitoramento
Segundo o infectologista Raulcion Teixeira, do Instituto Emílio Ribas, o paciente está sendo tratado com antibióticos e hidratação.
Pessoas que tiveram contato com ele durante a viagem aérea e também na unidade de saúde onde recebeu o primeiro atendimento estão sendo monitoradas pelas autoridades sanitárias.
A investigação é conduzida de forma conjunta pelas equipes de vigilância em saúde dos governos federal, estadual e municipal.
Risco para o Brasil é considerado baixo
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo.
Entre os fatores apontados pela pasta estão a inexistência de transmissão autóctone da doença no continente sul-americano, a ausência de voos diretos entre as regiões afetadas e a forma de transmissão do vírus, que exige contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.
A Secretaria Municipal da Saúde informou que os primeiros sintomas foram identificados por profissionais de um Centro de Acolhida da capital paulista.
O local recebeu equipes da Vigilância Sanitária para avaliação e orientação preventiva.
Sintomas do ebola: saiba identificar os sinais e quando buscar ajuda médica
Os sintomas do ebola geralmente aparecem de forma repentina e podem variar de intensidade. Os principais sinais incluem:
- Febre alta;
- Dor de cabeça forte;
- Dores musculares pelo corpo;
- Fraqueza intensa;
- Dor de garganta;
- Náuseas e vômitos;
- Diarreia;
- Dores na região abdominal;
- Sangramentos, em situações mais graves.
Qualquer pessoa que tenha viajado recentemente para áreas afetadas pelo surto ou mantido contato com indivíduos suspeitos da doença deve procurar assistência médica o mais rápido possível ao notar esses sintomas.
Além disso, é recomendável evitar contato próximo com outras pessoas até receber orientação médica, contribuindo para reduzir possíveis riscos de transmissão e facilitar a investigação dos casos suspeitos de ebola.
