O Vale do Paraíba confirmou a primeira morte por febre amarela em 2026. Em Cunha, um homem de 38 anos, sem histórico de vacinação, morreu em decorrência da doença.
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), outros dois casos também foram registrados na região — ambos também sem registro de vacinação. Estas são as primeiras ocorrências da enfermidade no estado de São Paulo.
Uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, moradores de Cruzeiro, também no Vale, contraíram a doença, mas se recuperaram.
Com a alta de notificações na região, a vacinação foi reforçada e intensificada. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a imunização é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela.
Quem deve se vacinar contra febre amarela
A vacina contra a febre amarela é gratuita e faz parte do calendário básico de imunização. Ela é recomendada para crianças a partir dos 9 meses, com uma segunda dose aos 4 anos, e em dose única para pessoas a partir de 5 anos que ainda não foram vacinadas ou não possuem comprovante.
Para crianças, a orientação é de uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Já pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram imunizadas devem receber dose única.
Quem foi vacinado com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, deve verificar a necessidade de atualização da caderneta.
Alta de casos respiratórios
Dados recentes do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que o Brasil já registra 31.768 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, sendo cerca de 13 mil com confirmação laboratorial para vírus respiratórios.
Entre eles, a influenza A aparece como uma das principais causas e também figura entre os vírus associados a óbitos. O cenário reforça a importância da vacinação contra a gripe, que já está em andamento no país.
