O Brasil registrou o primeiro caso de subclado K da gripe Influenza A (H3N2) em dezembro de 2025, após semestres considerados atípicos para a circulação do vírus no País. O Ministério da Saúde afirmou que um dos casos foi “importado” do Pará.
Quais as características da gripe K?
“Não há nenhum sintoma diferente ou característico desse subclado. O quadro clínico é o de uma síndrome gripal típica”, afirmou o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações ao g1.
A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, que circula todos os anos e apresenta mudanças ao longo do tempo e do espaço. O Influenza A é o vírus mais monitorado por ser associado a epidemias sazonais.
O Influenza se divide em dois subtipos: H1N1 e H3N2, que continuam a circular na população. Dentro desses subtipos alterações naturais acontecem, chamadas de mutações, que dão origem as linhagens e subclados.
Portanto, o subclado é uma subdivisão de um mesmo vírus definida por pequenas mudanças genéticas acumuladas ao longo do tempo. Essas variações não caracterizam um vírus novo, mas podem afetar sua circulação e a repostas do organismo.
Mais transmissível?
Especialista afirmam que não há evidencias de que o subclado K seja mais transmissível ou mais grave que o Influenza H3N2. O tratamento segue o mesmo protocolo que para outros vírus influenza.
Sem fazer exames laboratoriais, não é possível diferenciar se o quadro é causado por H2N2 ou H1N1, Influenza B ou por outros vírus respiratórios que circulam. A principal preocupação está em grupos mais frágeis da população: gestantes, idosos, pessoas com doenças cardíacas ou pulmonar e outros.
