O fim da patente da semaglutida no Brasil está se aproximando. A data oficial para a queda do direito da Novo Nordisk de explorar o composto é 20 de março.
Com isso, caso a empresa não consiga recorrer dentro do prazo estipulado, o País começaria a ter concorrentes no mercado do tradicional “Ozempic”.
O resultado direto dessa decisão seria a chegada de novas canetas emagrecedoras, ampliando as opções disponíveis para serem adquiridas pelos brasileiros.
Corrida na Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já registra uma forte movimentação no setor.
De acordo com o órgão, ao menos 14 pedidos de análise para produtos à base do princípio ativo foram protocolados.
Grandes laboratórios nacionais preparam suas versões para a disputa comercial. Empresas como EMS, Hypera Pharma, Cimed e Biomm lideram as solicitações em andamento na agência.
O objetivo é conquistar parte de um segmento com faturamento expressivo. Estima-se que o mercado de canetas emagrecedoras movimente cerca de R$ 10 bilhões por ano no Brasil.
Prazos e formatos de venda
Apesar da quebra da patente neste mês, os concorrentes não devem chegar imediatamente às prateleiras. O processo de aprovação regulatória é feito em etapas e demanda tempo.
A expectativa da indústria é que as liberações ocorram de forma gradual. O mercado calcula que todos os pedidos devem passar pelo crivo da Anvisa até 2028.
Um ponto fundamental é o enquadramento comercial dessas novas medicações. A tendência é que os produtos cheguem às farmácias classificados como medicamentos similares.
Isso significa que, embora utilizem a mesma molécula, eles terão marcas próprias. Esse detalhe indica que os preços podem não cair tanto quanto no caso de um genérico tradicional.
Batalha nos tribunais
A Novo Nordisk já sofreu derrotas na Justiça ao tentar manter sua exclusividade. A farmacêutica dinamarquesa, porém, promete recorrer para proteger seu produto.
A empresa argumenta que foi prejudicada pela demora na concessão do registro inicial. O objetivo da ação é conseguir mais 12 anos de exclusividade, estendendo o prazo até 2038. Se a fabricante original vencer os recursos judiciais, a produção das concorrentes pode ser interrompida.
