Presunto é cancerígeno e causa diabetes: veja todos os malefícios

Estudos mostram que o consumo diário de presunto pode aumentar o risco de câncer e doenças do coração

Rico em sódio e conservantes, o presunto exige moderação para não comprometer a saúde.

Rico em sódio e conservantes, o presunto exige moderação para não comprometer a saúde. | Banco de imagens

O consumo frequente de presunto pode aumentar o risco de câncer, doenças do coração e diabetes, segundo grandes estudos científicos. Entenda os principais malefícios, o que dizem as pesquisas e quando o alimento deve ser evitado.

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Classificado como carne vermelha processada, o presunto entra no mesmo grupo de alimentos associados a efeitos negativos quando consumidos de forma habitual e em excesso.

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Popular no café da manhã, em sanduíches e lanches rápidos, o presunto é visto por muitos brasileiros como uma opção prática e saborosa. No entanto, evidências científicas acumuladas nas últimas décadas indicam que o consumo frequente desse alimento merece atenção.

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Por que o presunto preocupa especialistas em saúde

O presunto é uma carne vermelha processada, categoria que inclui bacon, salsicha e linguiça. Segundo revisões publicadas em revistas científicas internacionais, há forte consenso de que o consumo regular desses produtos aumenta o risco de doenças crônicas.

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Meta-análises com grandes populações mostram que a ingestão diária de cerca de 50 gramas de carnes processadas já está associada a impactos relevantes na saúde. O presunto, mesmo em pequenas porções, contribui diretamente para esse consumo.

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Relação com câncer, coração e diabetes

Segundo estudos liderados pela Universidade de Uppsala, na Suécia, o consumo habitual de carnes processadas está associado a um aumento de 32% no risco de diabetes tipo 2. Os dados foram publicados no Journal of Internal Medicine.

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As mesmas análises apontam aumento de 24% na mortalidade cardiovascular e de 22% na mortalidade total. O risco não se limita a pessoas com histórico de doença, afetando também adultos aparentemente saudáveis.

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No caso do câncer, revisões recentes indicam elevação de 15% a 30% no risco de tumores colorretais, de estômago e pâncreas. Segundo pesquisadores, esse efeito está ligado ao processamento da carne, e não apenas ao consumo de carne vermelha em si.

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O que no presunto faz mal à saúde

O impacto negativo do presunto não depende de um único fator. Especialistas explicam que a combinação de ingredientes e métodos de processamento potencializa os riscos ao organismo ao longo do tempo.

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  • Alto teor de sódio, associado à hipertensão e ao AVC;
  • Uso de nitritos e nitratos, que podem formar compostos cancerígenos;
  • Presença de gordura saturada, ligada a alterações no colesterol;
  • Substâncias formadas no processamento, como aminas heterocíclicas.

Segundo estudo publicado na revista Foods, o excesso de sódio presente em carnes curadas tem forte associação com pressão alta e eventos cardiovasculares, especialmente quando o consumo é diário.

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Nitritos e risco de câncer colorretal

Os nitritos e nitratos usados para conservar o presunto ajudam a manter a cor e evitar bactérias. No entanto, segundo pesquisas divulgadas na revista Nutrients, essas substâncias podem formar N-nitrosaminas no organismo.

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Esses compostos são classificados como carcinogênicos e têm relação direta com o câncer colorretal. Estudos experimentais e análises populacionais reforçam essa ligação, especialmente em dietas ricas em carnes processadas.

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Outros riscos menos conhecidos

Além dos efeitos mais divulgados, pesquisas europeias apontam a presença de metais tóxicos, como chumbo, em alguns produtos derivados de carne suína. Segundo estudo publicado na Biological Trace Element Research, o risco é maior em crianças.

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Outro ponto de atenção é o padrão alimentar. O presunto costuma fazer parte de uma dieta rica em ultraprocessados, associada à disbiose intestinal e ao aumento do risco de câncer colorretal, conforme revisão recente do Journal of Food Science.

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E os estudos que apontam possíveis benefícios?

Alguns trabalhos mostram efeitos positivos do consumo de presuntos específicos, com menos sal e nitrito, ou enriquecidos com antioxidantes. Ensaios clínicos de curto prazo observaram pequenas melhoras na pressão arterial e em marcadores inflamatórios.

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No entanto, como destacam pesquisadores em comentários publicados na revista Nutrients, esses estudos têm limitações importantes. As amostras são pequenas, a duração é curta e, muitas vezes, há comparação com versões menos saudáveis do próprio presunto.

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Além disso, revisões independentes apontam possível conflito de interesse com a indústria de carnes, o que exige cautela na interpretação dos resultados.

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Presunto pode fazer parte da dieta?

Segundo especialistas em nutrição, o presunto não precisa ser banido, mas deve ser tratado como alimento ocasional. O consumo diário ou frequente não é recomendado, especialmente para quem busca prevenir doenças crônicas.

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Para a saúde a longo prazo, substituir o presunto por fontes de proteína menos processadas tende a ser uma escolha mais segura e equilibrada, segundo o consenso atual da ciência.

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Alternativas mais saudáveis ao presunto

Para reduzir riscos sem abrir mão de praticidade, nutricionistas sugerem opções como:

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  • Ovos cozidos ou mexidos;
  • Frango fresco desfiado;
  • Peixes, como atum ou sardinha;
  • Feijões, grão-de-bico e lentilhas.

Essas alternativas oferecem proteína de qualidade, com menor teor de sódio e sem os compostos associados ao processamento industrial.

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As evidências científicas são claras ao indicar que o consumo frequente de presunto está associado a maior risco de câncer, doenças cardiovasculares e diabetes. Por isso, o alimento deve ser consumido com moderação.

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Para quem busca uma alimentação mais saudável, reduzir carnes processadas e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados é uma estratégia alinhada às principais recomendações de saúde pública.