A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu, no último sábado (25/07), mais 11 patrimônios mundiais. A reunião aconteceu em Busan, na Coreia do Sul, e reuniu especialistas e representantes de países do mundo todo, que avaliam candidaturas de locais considerados valiosos para a cultura mundial.
O Comitê do Patrimônio Mundial reconheceu locais com significante valor religioso, histórico e natural para o mundo. Dos 11 patrimônios, oito ficam no continente asiático, espalhados entre o Oriente Médio e o Extremo Oriente.
Dois deles, inclusive, foram classificados como Patrimônio Mundial em Perigo, por estarem no centro do conflito do Oriente Médio.
Os 11 novos patrimônios mundiais
SP tem 1 dos 8 patrimônios naturais da humanidade da Unesco
O estado de São Paulo conta com um dos oito patrimônios naturais da humanidade no Brasil, reconhecidos pela Unesco. Trata-se de uma área de reserva da Mata Atlântica, localizada no litoral paulista.
Ao todo, são 25 áreas protegidas de um trecho de Mata Atlântica, entre a Serra da Jureia, em São Paulo, até a Ilha do Mel, no Paraná, que receberam o título de Patrimônio Natural da Humanidade em 1999.
Em informações enviadas à Gazeta, a Unesco informou que o trecho foi reconhecido por ser a maior concentração de Mata Atlântica no Brasil, abrigando mais de mil espécies de aves, além do mico-leão-de-cara-preta.
Onde fica a Serra da Jureia
No estado de São Paulo, a Estação Ecológica Jureia-Itatins abriga a maior parte dos trechos de Mata Atlântica reconhecidos pela Unesco como patrimônio natural da humanidade.
Criada em 1987, a Jureia também teve suas serras tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.
Localizada no litoral paulista, a Serra da Jureia fica na cidade de Iguape, município distante cerca de 226 quilômetros de São Paulo, podendo também ser acessada por Peruíbe, que fica a aproximadamente 140 quilômetros da Capital.
Estima-se que a Serra da Jureia abranja uma área em torno de 79 mil hectares.
O que fazer na Serra da Jureia
Segundo informações enviadas à Gazeta pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil), por meio da Fundação Florestal, em 2013, a Estação Ecológica Juréia-Itatins foi alterada e criado o Mosaico Juréia-Itatins.
O Mosaico conta com dois parques estaduais, duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável e um Refúgio de Vida Silvestre, além da própria Estação Ecológica. Exceto a Estação Ecológica, as demais áreas podem ser visitadas por meio da contratação de guias locais.
Entre as atrações, a Jureia tem cachoeiras, praias, trilhas, além de possibilitar a imersão na cultura caiçara.
No Mosaico Juréia-Itatins, por exemplo, os visitantes encontram vegetação mais preservada de Mata Atlântica e espécies raras da fauna e flora, como o muriqui-do-sul, maior primata das Américas.
Outra atividade muito procurada por quem visita o local é o birdwatching, arte na qual os praticantes admiram e registram aves em seu ambiente natural. Por lá, ainda é possível praticar ciclismo, canoagem e fazer passeios de barcos por lugares surpreendentes.
Para quem quer conhecer a Jureia, mas não tem condições de contratar o serviço de guia, a cachoeira Paraíso e as praias da RDS Barra do Una fazem parte do complexo e não precisam de especialistas.











