7 de setembro: Salão de Honra do Museu do Ipiranga é atração imperdível, explica a Independência do Brasil e guarda famoso quadro de Pedro Américo

Para celebrar o feriado, visitar o Museu do Ipiranga no feriado de 7 de setembro permite conhecer de perto a famosa tela de Pedro Américo

Museu do Ipiranga (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Veja dicas de visitação do Museu do Ipiranga no feriado de 7 de setembro, com bilheteria física e entrada gratuita (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O feriado de 7 de setembro é uma oportunidade especial de saber mais sobre a história da Independência do Brasil. Em São Paulo, o Museu do Ipiranga, também chamado de Museu Paulista da USP, guarda um dos conjuntos de arte mais importantes do período.

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Para quem tem pouco tempo, o Salão de Honra (ou Salão Nobre), é uma das áreas que merece atenção, pois reúne pinturas de personagens e acontecimentos associados ao processo de separação de Portugal.

Veja também: história do Feriado da Independência do Brasil

Salão Nobre guarda famosa obra ‘Independência ou Morte’

O principal destaque do ambiente é “Independência ou Morte! (1888)”, de Pedro Américo. A pintura foi feita para ocupar o espaço onde está atualmente e integra o museu desde a abertura ao público, em 1895.

Na tela, Dom Pedro aparece montado a cavalo, com a espada levantada, em uma representação do episódio de 7 de setembro de 1822. A obra foi concluída 66 anos depois da passagem de Dom Pedro pelo Ipiranga.

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Pedro Américo pesquisou relatos produzidos por integrantes da comitiva de Dom Pedro e esteve no Ipiranga para observar o local, mas a obra não pretendia reproduzir o episódio de maneira exata.

O artista fez escolhas próprias para construir a cena e produzir determinada impressão no público. Segundo o Museu Paulista da USP, ao escrever sobre a obra, o próprio Pedro afirmou que “a realidade inspira, e não escraviza o pintor”.

Américo chegou a ser acusado de plágio por causa da semelhança de sua principal obra com o quadro 1807, Friedland, de Ernest Meissounier, que retrata o triunfo do francês Napoleão Bonaparte na batalha que dá nome à pintura.

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No entanto, pesquisadores defendem que a prática de se inspirar ou citar quadros de artistas renomados era comum – ou até uma forma de mostrar erudição e conhecimento sobre grandes obras.

Retrato de Leopoldina

O Salão Nobre também apresenta Retrato de Dona Leopoldina de Habsburgo e seus filhos (1921), de Domenico Failutti. A imperatriz aparece acompanhada das filhas e de Pedro de Alcântara, futuro Dom Pedro II, ainda bebê.

A representação escolhida para Leopoldina não enfatiza sua participação política no processo de Independência.

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Na composição, sua contribuição aparece relacionada principalmente à condição de mãe do segundo imperador do Brasil.

Maria Quitéria aparece com uniforme militar

Outra personagem feminina é representada no ambiente pelo Retrato de Maria Quitéria de Jesus Medeiros (1920), também de Domenico Failutti. A pintura mostra a baiana com trajes militares e uma paisagem do Recôncavo da Baía de Todos os Santos ao fundo.

Maria Quitéria fugiu de casa, cortou os cabelos e se infiltrou nas tropas que combatiam a presença portuguesa na Bahia entre 1822 e 1823.

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Sua atuação é apresentada como exemplo de que a luta pela Independência também teve participação de mulheres.

Outras pinturas formam uma narrativa sobre a Independência

O Salão Nobre reúne cerca de dez grandes telas, com retratos de personagens ligados ao processo de Independência.

Entre elas estão Príncipe Regente Dom Pedro e Jorge de Avilez a Bordo da Fragata União (1922), de Oscar Pereira da Silva; e retratos de José Bonifácio, Joaquim Gonçalves Ledo, Dom Pedro I, José Clemente Pereira e Padre Diogo Antônio Feijó.

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Segundo o material do Museu do Ipiranga, as pinturas foram organizadas para fazer referência principalmente a acontecimentos de 1822 e 1823.

A atual curadoria chama a exposição de “Uma história do Brasil” porque a interpretação apresentada pelo diretor Afonso Taunay é apenas uma das formas possíveis de narrar a história brasileira.

Como visitar o Museu do Ipiranga no feriado

Local: Museu do Ipiranga, no Parque da Independência
Endereço: Rua dos Patriotas, 100, Ipiranga, São Paulo
Horário do Edifício-Monumento: das 9h às 18h (última entrada até as 17h)
Ingresso: gratuito
Como conseguir: neste feriado, os ingressos serão distribuídos na fila da bilheteria física, por ordem de chegada, a partir das 9h.

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O museu fica a cerca de 1,8 km da Estação Alto do Ipiranga da Linha 2-Verde do Metrô. O trajeto final pode ser feito de ônibus ou carro de aplicativo.