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7 destinos turísticos brasileiros que cobram taxas dos visitantes
Cidades litorâneas, parques nacionais e municípios com forte apelo turístico estão regulamentando cobranças que podem chegar até mais de R$ 100 por dia
Alguns destinos brasileiros cobram taxas de turistas com o objetivo de preservar a natureza e melhorar a infraestrutura local | Wikimedia Commons
As Taxas de Preservação Ambiental (TPA), Taxas de Turismo Sustentável (TTS) ou Taxas de Conservação Ambiental (TCA) são valores cobrados de turistas visitantes em alguns municípios brasileiros, com o objetivo de preservar o patrimônio ambiental e cultural que sustenta o turismo local.
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Estas taxas simbolizam a responsabilidade compartilhada entre visitantes e comunidades locais pela preservação dos destinos.
Alto Paraíso de Goiás (GO) Em Alto Paraíso de Goiás, porta de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, foi instituída a Taxa de Conservação Ambiental, para visitantes, com o objetivo de forçar a preservação da natureza, gerir o fluxo de turistas e garantir recursos de infraestrutura para a cidade. A taxa é cobrada desde 2014. A estadia de até sete dias, o valor é de R$ 20,00 por pessoa, em 2025.Bombinhas (SC) Um dos balneários mais visitados de Santa Catarina, Bombinhas tem Taxa de Preservação Ambiental. É cobrada por veículos que acessam a cidade na alta temporada (15 de novembro a 15 de abril). Para veículos de passeio o valor, em 2025, é de R$ 38,00. Já para veículos utilitários, como caminhonetes ou furgões, o valor é de R$ 57,00. Para motocicletas, motonetas e bicicletas com motor a taxa é de R$ 4,50.Jericoacoara (CE) Um dos mais belos destinos do nordeste brasileiro cobra, desde 2017, uma Taxa de Turismo Sustentável gerida pelo município de Jijoca de Jericoacoara. Em 2025 essa taxa tem o valor de R$ 41,50 e tem validade de até 10 dias de permanência. Caso o turista exceda os dias informados, ele deverá gerar outra taxa indicando o período excedente. Há isenção para laguna grupos como idosos e PCDs.Morro de São Paulo (BA) Em Morro de São Paulo, destino do arquipélago de Tinharé, no município de Cairu (BA), é cobrada a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA). A cobrança é feita de forma obrigatória a todos os visitantes (com algumas exceções) e pode ser paga antecipadamente ou na chegada ao local, por meio de uma plataforma digital. O valor, em 2025, é de R$ 50,00 com a validade de até 30 dias de estadia.Santo Amaro do Maranhão (MA) Um dos portões de entrada para os Lençóis Maranhenses, Santo Amaro do Maranhão cobra desde 2023 a Taxa de Turismo Sustentável. Em 2025, o valor é de R$ 10,00 por pessoa, dando o direito de ingressar nos atrativos turísticos do município por três dias. O pagamento pode ser feito em três pontos de venda: um na entrada da cidade, outro na rua de acesso ao Parque Nacional ou, se preferir, direto na secretaria de turismo.Ubatuba (SP) No litoral norte de São Paulo, Ubatuba passou a cobrar, em fevereiro de 2023, a Taxa de Preservação Ambiental para veículos que acessam o município. A cobrança é feita de forma eletrônica e os recursos arrecadados é destinado à preservação da natureza e na melhora da infraestrutura local. Os valores variam de acordo com a categoria do automóvel. Para veículos de passeio, por exemplo, o valor, em 2025, é de R$ 13,73. Fotos: Wikimedia CommonsFernando de Noronha (PE) Fernando de Noronha foi o primeiro destino brasileiro a cobrar taxas de visitantes. Na ilha, ela é conhecida como Taxa de Preservação Ambiental e é cobrada de todos os turistas desde 1989. O valor é calculado por dia de permanência e deve ser pago antes do embarque ou na chegada. Em 2025 a taxa é no valor de R$ 101,33 por dia/por pessoa.
Destinos que planejam aplicar taxas
Além dos exemplos consolidados, outros municípios também se movimentam para regulamentar cobranças semelhantes.