O passeio de Maria-Fumaça entre Jaguariúna e Campinas é uma das atrações turísticas e históricas mais importantes da região, operado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF).
O trajeto utiliza o antigo ramal da Cia. Mogiana, desativado no final da década de 1970 e cedido para a preservação histórica.
Opções de passeios
Existem três modalidades principais de passeios partindo de Jaguariúna:
- Passeio completo: percorre um trajeto de 25 quilômetros passando por seis estações ao longo de 1h30. Ao chegar em Campinas, há uma parada de 40 minutos para visitar a estação local, que possui lanchonete e maquetes. O retorno leva mais 1h30, totalizando 3h30 de duração.
- Meio passeio: segue de Jaguariúna até a estação de Tanquinho, em Campinas, percorrendo 12 quilômetros em cerca de 45 minutos. Inclui uma parada de 20 minutos para conhecer o sistema de telefonia do início do século 20 e a estação.
- Mini passeio: é o trajeto mais curto, indo até a estação de Carlos Gomes (seis quilômetros) em 20 minutos. Nesta parada, os visitantes podem conhecer as oficinas de restauração e o acervo da ABPF.
O que ver durante o trajeto
Durante a viagem, os passageiros têm a oportunidade de observar, como o Viaduto Maria Fumaça, com 614 metros de extensão, o Rio Jaguary e a ponte original do Rio Atibaia, datada de 1873.
Outros destaques são as antigas fazendas cafeeiras do século 19 e as explicações históricas e técnicas sobre o funcionamento das locomotivas a vapor.
Importância histórica e infraestrutura
A Estação de Jaguariúna, ponto de partida ou destino, foi inaugurada em 1875 e tombada como patrimônio histórico estadual em 2016 devido à sua arquitetura neocolonial.
Atualmente, ela funciona como o Centro Cultural Zi Cavalcanti e oferece infraestrutura com banheiros, museu, áreas de descanso e alimentação. Na área também é possível observar o girador, equipamento usado para inverter o sentido das locomotivas.
O trem é composto por locomotivas e carros de passageiros restaurados, mantendo as cores originais das ferrovias de origem.
Embora sejam conhecidos como “Maria-Fumaça”, as composições podem ser tracionadas por sistemas movidos a diesel da década de 1950 para garantir segurança e preservação ambiental.
Informações práticas
Os ingressos custam a partir de R$ 40, havendo opções de meia-entrada e descontos para residentes de Jaguariúna.
Todo o trabalho de restauração e operação é realizado pela ABPF, uma entidade fundada em 1977 por Patrick Dollinger que utiliza majoritariamente trabalho voluntário para manter viva a memória ferroviária.




