Em 9 de julho, o estado de São Paulo celebra a deflagração da Revolução Constitucionalista de 1932. Em homenagem à data, a Rota 32, em Itapira, a 162 km da capital, incentiva trilheiros e ciclistas a conhecerem os cenários das batalhas constitucionalistas.
O que aconteceu na Revolução de 1932?
Os paulistas tinham o objetivo de derrubar o governo autoritário de Getúlio Vargas e exigir uma nova Constituição. Vargas, por meio de um golpe, já governava desde 1930 sem uma Carta Magna.
Até o início de outubro daquele ano, os paulistas lutaram contra tropas de Getúlio, que buscavam entrar em São Paulo por outros estados. Militarmente, o movimento saiu derrotado, porém, na sequência, Vargas convocou eleições e aprovou a Constituição de 1934.
Itapira e a Rota 32
A Rota 32 começa em Itapira, cidade estratégica para a Revolução de 32 devido à divisa com Minas Gerais. Ela foi um dos principais palcos para as batalhas da chamada Frente Leste.
Segundo a prefeitura, a rota tem cerca de 75 quilômetros de extensão e, além dos marcos dos combates, é composta por paisagens naturais e fazendas centenárias. O percurso passa pelos locais em que aconteceram as batalhas da revolução, como as montanhas de Eleutério, o distrito de Barão, a região do Gravi, as fazendas Malheiros, Amarela, Boa Vista, São Joaquim, Bento Cunha e outras.
O percurso todo é feito a cerca de 1400 metros de altitude e é recomendado para trilhas, ciclismo, trekking e off road. A Rota 32 sai do Monumento ao Soldado Constitucionalista, situado no Morro do Gravi, que homenageia os soldados que morreram durante as batalhas.
Pontos turísticos
O percurso segue para o Mausoléu do Soldado Paulista, feito pelo escultor Alfredo Oliani, que fica localizado no Cemitério da Saudade e guarda restos mortais dos combatentes.
A Rota 32 passa, na sequência, por bairros rurais que foram palco batalhas da revolução, como Tanquinho, Barão Ataliba Nogueira, Eleutério, Itapirinha, Rio Manso (Zé Branco), Pires e Gravi. No bairro Barão Ataliba Nogueira, por exemplo, está localizada a Capela das Assinaturas, em que os constitucionalistas deixaram sua assinatura nas paredes ao passarem pelo local.
No mesmo bairro, também há uma parada para conhecer o túmulo de um soldado.
Na vila Eleutério, o casarão Frassetto pode ter sido utilizado pelos constitucionalista como um posto de controle. O local possuía armazém próprio e ficava em frente à estação de trem, o que era estratégico para a guerra.
Em seguida, a próxima parada é na Igreja de Salto, um dos principais símbolos turísticos de Itapira. Com 100 anos de idade, a construção chama atenção por aparentar estar em ruínas.
Saindo de São Paulo
A cidade de Itapira fica a aproximadamente 162 km, ou duas horas e onze minutos, de carro de São Paulo. Para chegar até lá:
- Pegue a rodovia dos Bandeirantes até a saída 47;
- Siga pela rodovia Anhanguera até Campinas;
- Em seguida, continue para rodovia Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros, Campinas-Mogi-Mirim;
- Em Mogi-Mirim, pegue a rodovia Monsenhor Clodoaldo de Paiva;
- Por fim, utilize a saída 44 em direção à Itapira.






