Túneis de Aparecida que quase nenhum visitante vê têm ligação com padres, papa Francisco e a manutenção do Santuário

Corredores subterrâneos ajudam padres, autoridades e equipes de manutenção a circular pelo Santuário Nacional

Túneis subterrâneos do Santuário Nacional de Aparecida são usados para circulação e manutenção do complexo (Foto: Felipe Cocchiarelli/ Wikimedia Commons)

Túneis subterrâneos do Santuário Nacional de Aparecida são usados para circulação e manutenção do complexo (Foto: Felipe Cocchiarelli/ Wikimedia Commons)

Milhões de pessoas passam pelo Santuário Nacional de Aparecida todos os anos, mas existe uma parte da estrutura que praticamente nenhum visitante vê: os corredores subterrâneos construídos para facilitar a circulação e a manutenção do complexo.

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O Santuário possui estruturas subterrâneas com funções diferentes. Algumas são utilizadas para circulação de padres, autoridades e outras pessoas que precisam chegar a determinados pontos sem atravessar a multidão.

O túnel que permite atravessar o Santuário sem passar pela multidão

Em dias de grande movimento, caminhar pelo complexo pode ser uma tarefa demorada.

Quando o Santuário recebe cerca de 150 mil pessoas, atravessar o pátio pelo meio dos fiéis pode ser complicado para sacerdotes que precisam chegar rapidamente a outro ponto.

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É nesse cenário que entram os túneis de circulação.

Eles fazem ligações estratégicas dentro do complexo e dão acesso a locais como:

  • sacristia;
  • Tribuna Bento XVI;
  • Convento Nossa Senhora Aparecida.

A ideia é simples, mas importante para um espaço que recebe grandes multidões: permitir que determinadas pessoas se desloquem sem interferir no fluxo dos visitantes.

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O próprio Santuário explica que os acessos também são utilizados por autoridades e convidados que precisam chegar a determinados pontos com mais discrição e segurança.

Até o papa Francisco usou um desses túneis

Um dos episódios mais curiosos envolvendo essa estrutura aconteceu durante a visita do papa Francisco a Aparecida, em 2013.

O pontífice chegou à Tribuna Bento XVI por um desses túneis. O acesso subterrâneo permitiu que ele alcançasse o local sem precisar atravessar a multidão reunida no Santuário.

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A Tribuna Bento XVI, inclusive, foi um dos pontos previstos na programação da visita papal daquele ano. O espaço recebeu o pontífice para um momento de oração com os romeiros.

Assim, os corredores subterrâneos acabaram fazendo parte dos bastidores de um dos momentos mais marcantes da presença de Francisco em Aparecida.

Os corredores são grandes e têm formato de rampa

Os túneis de circulação são corredores largos e poderiam comportar até a passagem de um carro em uma situação de necessidade. Isso não significa que exista uma via para automóveis funcionando normalmente embaixo do Santuário.

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A informação serve para dar uma ideia das dimensões desses acessos, que foram projetados para atender às necessidades de um complexo de grande porte.

Os corredores também não possuem escadas. Eles são construídos em formato de rampa, característica que facilita o transporte de materiais entre diferentes áreas.

Um exemplo é o deslocamento das roupas utilizadas no altar até a lavanderia. Ou seja, o túnel não serve somente para padres e autoridades. Ele também participa de tarefas que fazem parte da rotina do Santuário.

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O túnel que o visitante nunca vê ajuda a manter tudo funcionando

A dimensão dessa estrutura fica mais clara quando se observa o tamanho do próprio complexo.

O Santuário Nacional possui mais de 150 mil metros quadrados construídos, o que exige manutenção permanente. O túnel técnico ajuda justamente nesse trabalho.

Em vez de concentrar todos os sistemas de infraestrutura em áreas de circulação dos visitantes, parte dos cabos e tubulações fica organizada em um espaço destinado à manutenção.

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O acesso, portanto, é restrito às equipes responsáveis por áreas como elétrica e hidráulica. Isso explica por que o visitante comum dificilmente terá contato com essa parte do Santuário.