Moraes pode decretar prisão definitiva de Bolsonaro a qualquer momento

Ex-presidente decidiu não apresentar os segundos embargos de declaração no processo em que foi condenado

Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília

Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília | Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu não apresentar os segundos embargos de declaração no processo em que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. O prazo para esse tipo de recurso terminou nesta segunda-feira (24/11).

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Com isso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tem margem jurídica para determinar o cumprimento definitivo da pena definitiva do ex-mandatário, condenado a mais de 27 anos de prisão, a qualquer momento.

Os embargos de declaração possibilitam pedir esclarecimentos sobre eventuais pontos considerados contraditórios, obscuros ou omissos na decisão.

Bolsonaro está preso desde sábado (22/11) e ocupa uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele confessou ter tentado violar a tornozeleira eletrônica, que usava durante a prisão domiciliar.

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Nesta segunda (24/11), a primeira turma do STF manteve por unanimidade a prisão do líder da direita pela violação da tornozeleira.

Condenação

Bolsonaro e os outros ex-integrantes do seu governo foram condenados por cinco crimes relacionados a um plano de golpe de Estado para impedir Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de assumir o poder após as eleições de 2022.

Entre os condenados, estão três generais do Exército – Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) – e Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha.

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Também eram réus Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fez uma delação premiada que embasa parte da acusação.

O ministro Alexandre de Moraes considerou a idade de Bolsonaro para atenuar parte da pena. O ex-mandatário tem 70 anos e, devido aos quatro votos da Primeira Turma, não tem direito a recurso.

A defesa do líder conservador pediu há pouco tempo a concessão de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente cumprir sua pena em casa.

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Advogados citaram problemas de saúde e a idade. Bolsonaro tem 70 anos. A defesa pede que a condenação em regime fechado seja substituída pela prisão domiciliar, com a justificativa que a eventual ida do ex-presidente para um presídio “terá graves consequências” e representa risco à sua vida. O pedido foi negado por Moraes.