Um novo centro de pesquisa apostará no uso de nanotecnologia no tratamento contra câncer e doenças raras, desenvolvendo novos sistemas de diagnóstico e terapias avançadas em São Carlos, no interior de São Paulo.
O Centro Nacional de Inovação em Nanotecnologia Aplicada ao Diagnóstico e Terapia do Câncer e Doenças Raras foi aprovado e receberá investimento inicial de cerca de R$ 12 milhões.
A nova unidade de pesquisa será parte do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) e será mantido por professores e pesquisadores do IFSC.
Novos paradigmas
O uso da nanomedicina em doenças raras representa um novo paradigma terapêutico, especialmente para pacientes que até então tinham poucas ou nenhuma opção de tratamento.
O novo centro vai propor soluções de alta tecnologia, com segurança, personalização e potencial para levar essas terapias à prática clínica em larga escala.
Na temática do câncer, os trabalhos vão se basear na aplicação de novas nanopartículas desenvolvidas nos últimos anos pelo grupo GNano, capazes de entregar fármacos antitumorais específicos e com alta especificidade, graças ao uso de sistemas biomiméticos.
Entre os objetivos do centro estão três áreas, segundo informações do Governo do Estado:
- Nanomedicina teranóstica: desenvolver nanopartículas que unam diagnóstico e terapia
- Nanovacinas e a imunoterapia: formulações de nanovacinas personalizadas, que “ensinam” o sistema imune a reconhecer e atacar células tumorais
- Nanotoxicologia: análise dos riscos e dos impactos das nanopartículas no organismo e meio ambiente
O GNano recebeu em 2024 um dos prêmios Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica, pela tecnologia de nanomedicina desenvolvida para administração de medicamentos via nasal no tratamento do glioblastoma.
