Choque de opiniões entre Richard e Luisa Mell reacende polêmica de elefante Sandro

Canal 'É Conversando que a gente não se entende' promoveu debate no último sábado (29/9/2025)

Discussão também abordou diferenças entre zoológico e santuário

Discussão também abordou diferenças entre zoológico e santuário | Reprodução/YouTube

O canal do YouTube “É Conversando que a gente não se entende”, do biólogo Richard Rasmussen e da ativista Luisa Mell, promoveu um debate neste sábado (29/9/2025) sobre o caso do elefante Sandro.

A discussão teve a participação de dois biólogos: Igor Morais, convidado de Luisa Mell, e Biólogo Henrique, convidado de Richard Rasmussen.

Os dois discutiram vários assuntos. Apesar de o tópico central ser o caso do elefante, também abordaram as diferenças entre um zoológico e um santuário.

Elefante Sandro

Com 53 anos, o elefante Sandro vive há 43 anos no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba, no interior de São Paulo.

No entanto, foi levantada a possibilidade de transferência de Sandro para o Santuário de Elefantes do Brasil (SEB), e ativistas e biólogos dividiram-se em opiniões sobre o tema.

Em 2022, o Ministério Público negou o pedido de transferência, alegando que o zoológico de Sorocaba oferece condições de vida adequadas ao elefante.

Em agosto, no entanto, o médico-veterinário Alex Fonseca elaborou um laudo pericial, a pedido da Justiça, sobre o zoológico.

Segundo informações do g1, Alex Fonseca afirmou que o zoológico precisa urgentemente de melhorias estruturais e aprimoramento das práticas de manejo do animal.

Debate

Confira os principais argumentos de Richard Rasmussen e Biólogo Henrique, que defendem a permanência de Sandro no zoológico, e de Luisa Mell e Igor Morais, que defendem sua transferência:

Em defesa da permanência de Sandro no zoológico, Richard comentou sobre a idade avançada e a dificuldade da transferência do elefante.

“O Sandro já tem tratadores que ele conhece, uma rotina que ele já entende. Tirar ele dali e levar para um lugar fechado, cujo funcionamento é pouco conhecido, é arriscado”, disse Richard Rasmussen.

Alinhado ao discurso de Richard, Henrique argumentou sobre a finalidade de um zoológico e de um santuário, colocando a conservação e o bem-estar em lados opostos.

“Ele está em um zoológico que cumpre seu papel maior: pesquisa, conservação, educação. Tirar o Sandro é fragilizar essa função”, disse Biólogo Henrique.

Enquanto isso, Luisa Mell argumentou sobre as condições de vida de Sandro, indicando maus-tratos.

“O Sandro vive numa condição absurda, é maus-tratos, é crueldade. O melhor para ele é ir para um santuário”, disse Luisa Mell.

A defesa da transferência de Sandro para um santuário, Igor Morais apontou que, mesmo com a ampliação do espaço, Sandro ainda estaria solitário.

“O recinto do Sandro é muito pequeno e, mais grave, falta vida social. Elefantes são animais de vida social complexa, precisam de manada”, disse Igor Morais.

Outro caso

Em junho, o elefante Tamy morreu antes de ser transferido para um santuário no Brasil. O animal passou mais de 30 anos em Mendoza, na Argentina, no ex-zoológico, hoje transformado em um ecoparque.