A qualidade da infraestrutura rodoviária colocou São Paulo na liderança do país, segundo a mais recente Pesquisa de Rodovias divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O Estado obteve a melhor avaliação geral entre todas as unidades da Federação, consolidando-se como referência nacional em pavimento, sinalização e traçado das vias.
Com a segunda maior extensão analisada no levantamento, com 10.970 quilômetros, o equivalente a cerca de 10% dos 114.197 km avaliados em todo o Brasil, São Paulo também se destacou pelo desempenho acima da média nacional em todos os critérios técnicos da pesquisa.
Na avaliação do estado geral das rodovias, 49,4% da malha paulista foi classificada como ótima e 27,7% como boa, totalizando 77,1% da extensão com conceito positivo. No cenário nacional, esse índice é de 37,9%. Apenas 0,8% das rodovias paulistas receberam avaliação ruim ou péssima.
O pavimento apresentou desempenho igualmente superior: 68,6% dos trechos avaliados foram considerados ótimos ou bons, ante 43,5% da média brasileira. Já a sinalização alcançou o melhor resultado do país, com 93,1% da extensão classificada como ótima ou boa, quase o dobro do índice nacional (50,4%).
No critério de geometria da via, São Paulo liderou o ranking, com 66,2% da malha em condições ótimas ou boas, contra 37,8% no restante do país.
Ranking nacional
O levantamento da CNT também mostra que São Paulo concentra 14 das 20 rodovias mais bem avaliadas do Brasil. Entre os trechos de destaque estão importantes corredores logísticos, como as rodovias Raposo Tavares (SP-270), Bandeirantes (SP-348), Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070), Rodoanel (SP-021) e Marechal Rondon (SP-300).
Grande parte dessas vias é administrada por concessionárias, modelo que, segundo a CNT, contribui para a manutenção contínua, ampliação da capacidade e melhorias na segurança viária.
A pesquisa aponta ainda que estradas em más condições podem elevar em até 35,8% os custos operacionais do transporte, impacto direto na competitividade da economia.
Investimento
O desempenho paulista é atribuído a uma política pública de longo prazo, baseada em contratos de concessão com metas de qualidade, fiscalização permanente e investimentos robustos em infraestrutura.
Trechos como a SP-270 aparecem mais de uma vez no ranking, refletindo obras de duplicação, implantação de faixas adicionais e melhorias em dispositivos de segurança.
Segundo a CNT, a boa qualidade das rodovias contribui para reduzir acidentes, encurtar o tempo de viagem e diminuir custos logísticos, beneficiando diretamente o setor produtivo e a população.
