Dois acidentes graves em obras de infraestrutura deixaram ao menos 32 mortos e vários feridos na Tailândia em um intervalo de menos de 48 horas.
O caso mais recente ocorreu nesta quinta-feira (15), quando um guindaste caiu sobre uma via expressa em construção na província de Samut Sakhon, nos arredores de Bangkok.
Segundo a polícia local, o equipamento despencou por volta das 9h (horário local), atingindo a estrada abaixo e esmagando dois carros.
Duas pessoas morreram e outras ficaram feridas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento do colapso, com veículos atingidos e grande quantidade de poeira e destroços no local.
A região onde ocorreu o acidente é considerada de alto risco. De acordo com a BBC e a agência AFP, a via expressa é conhecida como “Estrada da Morte” devido ao histórico de acidentes durante as obras de ampliação da rodovia que liga Bangkok ao sul do país.
Estimativas indicam que cerca de 150 pessoas morreram em ocorrências relacionadas ao projeto nos últimos sete anos.
Outro colapso havia matado mais de 30 pessoas
Durante as obras de uma ferrovia de alta velocidade, o equipamento caiu sobre um trem, resultando em mais de 30 mortes.
Segundo a mídia local, o local já havia registrado incidentes anteriores, incluindo o desabamento de um túnel no ano passado.
Mesma empresa nas duas obras
As duas construções são de responsabilidade da Italian-Thai Development (ITD), uma das maiores construtoras do país.
Em comunicado, a empresa afirmou que “expressa suas mais profundas condolências” às famílias das vítimas e aos feridos, além de dizer que irá assumir total responsabilidade pela indenização e que já iniciou a avaliação dos danos.
Fundada em 1958 por parceiros italianos e tailandeses, a companhia também declarou que irá fornecer cuidados, compensações e soluções para as perdas decorrentes de ambos os incidentes.
Governo suspende projetos e promete responsabilização
Após os acidentes, o governo tailandês determinou a suspensão de cerca de uma dúzia de projetos da ITD que envolvem contratos com o Estado, colocando as obras sob análise.
As autoridades seguem investigando as causas dos colapsos e a atuação da empresa nos projetos de infraestrutura em andamento no país.
