Influenciador Gato Preto é indiciado após batida com Porsche na Faria Lima

Polícia Civil atribui quatro crimes ao motorista envolvido no acidente em SP

Após a batida, Samuel Sant'Anna foi preso em seu apartamento em Guarulhos e levado para a delegacia

Polícia Civil indicia influenciador Gato Preto por acidente com Porsche na Faria Lima | Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o influenciador digital Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, por quatro crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025 na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital paulista.  

O acidente aconteceu na manhã de 20 de agosto do ano passado, quando o Porsche 911 Carrera dirigido pelo influenciador colidiu com um Hyundai HB20 que atravessava a via com o sinal verde.

Imagens de câmeras de monitoramento mostraram que o veículo de luxo teria avançado o sinal vermelho antes da batida, o que teria provocado o impacto.  

No indiciamento, que foi feito na última segunda-feira (19/1), a autoridade policial atribuiu a Gato Preto a prática de quatro crimes distintos: lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (artigo 303 do CTB), embriaguez ao volante (artigo 306), fuga do local do acidente para escapar de responsabilidades (artigo 305) e inovação artificiosa, acusação relacionada à alteração de objetos no veículo antes da chegada da perícia, o que pode ter prejudicado a preservação da cena do crime.  

A vítima do outro veículo sofreu fratura na mandíbula e recebeu atendimento médico após a colisão, de acordo com os depoimentos colhidos durante as investigações.  

Segundo o boletim de ocorrência, o indiciamento foi feito mesmo sem a oitiva direta de Gato Preto, devido à desistência sucessiva de advogados em representá-lo, o que levou a autoridade policial a considerar suficientes as provas e os depoimentos já coletados para formalizar as acusações.  

Cada um dos crimes previstos no CTB tem pena máxima que pode chegar a até sete anos de prisão, caso sejam aplicadas cumulativamente.  

O caso segue em investigação pela Polícia Civil de São Paulo para conclusão do inquérito, com diligências pendentes e análise pericial dos autos.