O cronograma de pagamentos do Abono Salarial (ano-base 2024) iniciou essa semana. Em 2026, o Governo do Brasil projeta atingir 26,9 milhões de trabalhadores, com um total de R$ 33,5 bilhões em repasses, valor superior aos R$ 30,7 bilhões pagos em 2025.
Os depósitos começaram em 16 de fevereiro e vão até 15 de agosto, e permanecerão disponíveis para saque até o último dia útil do calendário bancário de 2026, 29 de dezembro.
Quem não efetuar o saque até essa data terá os recursos devolvidos aos cofres públicos, mas ainda poderá solicitá-los dentro do prazo de até cinco anos.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, novo valor do salário mínimo, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano-base 2024. O pagamento seguirá calendário escalonado ao longo de 2026, conforme o mês de nascimento do trabalhador.
Por que o abono foi retido? Erros no eSocial e divergências cadastrais
Juridicamente, o direito ao Abono Salarial é constituído pela veracidade das informações prestadas pelo empregador. A blindagem do direito do trabalhador reside na Lei 7.998/90. As principais causas de retenção, classificadas como “erros de processamento”, incluem:
- Divergência nos dados cadastrais: incongruência entre o CPF do trabalhador e o número de inscrição no PIS/Pasep;
- Excesso sobre o teto permitido: erro no lançamento de verbas indenizatórias como se fossem salariais, elevando a média mensal acima de dois salários mínimos (R$ 2.766);
- Omissão de Vínculo: ausência de fechamento da folha de pagamento de 2024 no sistema eSocial.
Passo a passo: Como regularizar e garantir o saque
Caso o benefício conste como “Impedido” ou não apareça nos canais da Caixa, ou Banco do Brasil, o trabalhador deve seguir este protocolo:
1. Consulta via Carteira de Trabalho Digital: acesse o app e verifique a seção “Abono Salarial”. O sistema detalha o código do erro específico que trava o pagamento;
2. Notificação ao Empregador: se o erro for de transmissão (eSocial), o RH da empresa deve realizar a retificação dos dados. Uma vez corrigida a informação, o sistema do Governo Federal processa a atualização em uma “folha suplementar” de pagamentos;
3. Recurso Administrativo (Canal 158): se a empresa alegar que os dados estão corretos e o erro persistir, o trabalhador deve formalizar um recurso administrativo através do Alô Trabalho (telefone 158) ou pelo portal Gov.br, solicitando a revisão da análise fiscal.
Canais oficiais de Atendimento
- Trabalhadores CLT: App Caixa Tem, no Portal do Cidadão, Alô CAIXA (0800 726 0207);
- Servidores Públicos: Portal do Banco do Brasil;
- Dúvidas Trabalhistas: Portal Gov.br ou Unidades das Superintendências Regionais do Trabalho.
