Lollapalooza 2026 deve movimentar R$ 1 bilhão em SP e lotar hotéis na Capital

Edição deste ano deve repetir o forte impacto no turismo e no consumo na cidade

Com trajeto de cerca de 25 minutos, embarque em plataformas dedicadas e partidas a cada 30 minutos, o serviço foi planejado para reduzir o tempo de viagem e evitar sobrecarga nas demais estações

Lollapalooza Brasil 2026, marcado para os dias 20, 21 e 22 de março no Autódromo de Interlagos | Divulgação/Lollapalooza

O Lollapalooza Brasil 2026, marcado para os dias 20, 21 e 22 de março no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, deve movimentar cerca de R$ 1 bilhão na economia da cidade.

As projeções baseadas em estudos do setor de turismo de eventos e no impacto registrado em edições anteriores do festival.

Com um line-up que inclui artistas internacionais populares entre o público jovem, como Sabrina Carpenter e Tyler, The Creator, a edição de 2026 deve repetir o forte impacto no turismo e no consumo na cidade, atraindo visitantes de todo o Brasil e também do exterior.

A expectativa é superar os números de 2023, quando o evento gerou mais de R$ 930 milhões em movimentação econômica direta e indireta, de acordo com levantamento do Observatório de Turismo e Eventos (OTE) da Prefeitura de São Paulo.

A capital paulista tem ampliado a estratégia de atrair grandes eventos internacionais como forma de estimular a economia local. Apenas em 2024, mais de 5 mil eventos realizados na cidade movimentaram cerca de R$ 22,2 bilhões, segundo dados do setor de turismo e eventos.

Neste ano, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o Ministério Público (MP) assinaram um acordo para liberar a realização de mais dois megaeventos anuais na avenida Paulista

Impactos no turismo

O Lollapalooza é um dos maiores festivais de música do País e costuma reunir cerca de 100 mil pessoas por dia, superando 300 mil participantes ao longo de três dias de programação.

Pesquisas do Observatório de Turismo indicam que mais de 50% do público vem de fora da cidade, o que aumenta a demanda por hospedagem, transporte, alimentação e serviços turísticos durante o período do evento.

Na edição de 2023, cada visitante turista gastou em média R$ 3.499 na capital paulista durante o festival, considerando despesas com hotel, alimentação, compras e transporte.

Turismo de festivais

Segundo especialistas do setor, o chamado “turismo de festivais” tem se consolidado como uma das principais estratégias de atração de visitantes para grandes metrópoles, especialmente quando envolve artistas internacionais e eventos de grande porte.

A realização do festival também costuma impactar diretamente a hotelaria. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP) aponta que a ocupação hoteleira no período do evento deve alcançar cerca de 60% em 2026, com picos maiores nas regiões próximas ao Autódromo de Interlagos e em áreas centrais da cidade.

Em edições anteriores, a ocupação média da rede hoteleira chegou a 80% em determinados bairros, impulsionada principalmente por visitantes de outras cidades e estados.

Além da hotelaria, os setores mais beneficiados costumam ser:

  • bares e restaurantes;
  • transporte por aplicativo e táxis;
  • comércio e shopping centers;
  • turismo e passeios na cidade;
  • serviços de eventos e segurança.

A presença massiva de turistas também fortalece a imagem de São Paulo como destino de entretenimento e cultura.