Violência doméstica deixa 886 mulheres com auxílio-aluguel na Grande São Paulo

Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, mais de seis mil mulheres foram atendidas em todo o Estado, com investimento de R$ 16,5 milhões

Dados apontam maior concentração de atendimentos no ABC Paulista, com 264 mulheres contempladas, seguido pelo Alto Tietê, com 222 atendimentos

Dados apontam maior concentração de atendimentos no ABC Paulista, com 264 mulheres contempladas, seguido pelo Alto Tietê, com 222 atendimentos | Divulgação/Governo de SP

A Grande São Paulo contabiliza 886 mulheres atendidas pelo auxílio-aluguel destinado a vítimas de violência doméstica no primeiro ano do programa do Governo do Estado.

A iniciativa de segurança pública também alcança a região sudoeste da Grande São Paulo, que inclui municípios como Taboão da Serra, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Cotia, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Vargem Grande Paulista. Nessa região, 67 mulheres foram beneficiadas no período.

Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, mais de seis mil mulheres foram atendidas em todo o estado, com investimento de R$ 16,5 milhões. Na Região Metropolitana, o aporte soma cerca de R$ 2,3 milhões, distribuídos entre diferentes áreas.

Os dados apontam maior concentração de atendimentos no ABC Paulista, com 264 mulheres contempladas, seguido pelo Alto Tietê, com 222. Já nas regiões Oeste, Norte e Sudoeste da Grande São Paulo, os números reforçam a abrangência da política pública, que já alcança 585 municípios paulistas.

O perfil das beneficiárias revela predominância de mulheres em idade economicamente ativa. A faixa de 30 a 39 anos concentra 38,8% dos atendimentos. Em seguida aparecem mulheres de 40 a 49 anos (25,6%) e de 20 a 29 anos (24%). Juntas, as mulheres entre 20 e 39 anos representam 62,8% do total.

Importância do programa em São Paulo 

De acordo com o governo estadual, esse cenário reforça a importância da autonomia financeira como elemento central para romper o ciclo da violência e possibilitar a reconstrução da vida.

O programa oferece auxílio mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. O objetivo é garantir condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam deixar ambientes de violência com segurança.

A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destaca o impacto da iniciativa. “O auxílio-aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Ele permite que mulheres tenham condições reais de sair de situações de violência e reconstruir seus projetos de vida com dignidade”, afirmou.

Quem pode solicitar o benefício?

Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.

O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.

Onde buscar ajuda

Na Assistência Social:

Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.

Na Saúde:

Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais.

Na Segurança Pública:

Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Nos órgãos do Sistema de Justiça:

Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil.