A Grande São Paulo contabiliza 886 mulheres atendidas pelo auxílio-aluguel destinado a vítimas de violência doméstica no primeiro ano do programa do Governo do Estado.
A iniciativa de segurança pública também alcança a região sudoeste da Grande São Paulo, que inclui municípios como Taboão da Serra, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Cotia, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Vargem Grande Paulista. Nessa região, 67 mulheres foram beneficiadas no período.
Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, mais de seis mil mulheres foram atendidas em todo o estado, com investimento de R$ 16,5 milhões. Na Região Metropolitana, o aporte soma cerca de R$ 2,3 milhões, distribuídos entre diferentes áreas.
Os dados apontam maior concentração de atendimentos no ABC Paulista, com 264 mulheres contempladas, seguido pelo Alto Tietê, com 222. Já nas regiões Oeste, Norte e Sudoeste da Grande São Paulo, os números reforçam a abrangência da política pública, que já alcança 585 municípios paulistas.
O perfil das beneficiárias revela predominância de mulheres em idade economicamente ativa. A faixa de 30 a 39 anos concentra 38,8% dos atendimentos. Em seguida aparecem mulheres de 40 a 49 anos (25,6%) e de 20 a 29 anos (24%). Juntas, as mulheres entre 20 e 39 anos representam 62,8% do total.
Importância do programa em São Paulo
De acordo com o governo estadual, esse cenário reforça a importância da autonomia financeira como elemento central para romper o ciclo da violência e possibilitar a reconstrução da vida.
O programa oferece auxílio mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. O objetivo é garantir condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam deixar ambientes de violência com segurança.
A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destaca o impacto da iniciativa. “O auxílio-aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Ele permite que mulheres tenham condições reais de sair de situações de violência e reconstruir seus projetos de vida com dignidade”, afirmou.
Quem pode solicitar o benefício?
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.
O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.
Onde buscar ajuda
Na Assistência Social:
Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Na Saúde:
Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais.
Na Segurança Pública:
Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Nos órgãos do Sistema de Justiça:
Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil.
