“Metrô aquático” impressiona e pode fazer viagens de até 30 minutos em SP

Em trajetos mais longos, o tempo total pode ser maior

Ilustração criada pela Gazeta de S.Paulo mostra simulação do que está sendo planejado e estudado

Ilustração criada pela Gazeta de S.Paulo mostra simulação do que está sendo planejado e estudado | Ilustração com IA/Gazeta de S.Paulo

O plano hidroviário da capital paulista, apelidado de “Metrô Aquático”, projeta uma nova forma de deslocamento pelos rios da cidade.

Com a proposta de criar uma rede de navegação urbana que pode chegar a cerca de 75 quilômetros de extensão, o projeto levanta uma questão direta para o paulistano: quanto tempo levaria para atravessar São Paulo de barco?

A estimativa considera o trajeto completo previsto no plano, que conecta a Represa Billings, no extremo sul, ao Rio Tietê, passando pelo Rio Pinheiros. Esse eixo forma a base do sistema hidroviário estudado pela prefeitura.

Considerando velocidades médias de transporte hidroviário urbano, os trechos do sistema poderiam ser percorridos em poucos minutos, especialmente em rotas mais curtas entre bairros vizinhos.

Em trajetos mais longos, como a ligação entre o extremo sul e o Rio Tietê, o tempo total pode ser maior, já que o plano prevê uma rede extensa, com múltiplas paradas ao longo do percurso.

75 km de extensão

O tempo estimado leva em conta a extensão total do sistema planejado. Como já pontuado pela reportagem, o plano hidroviário pode criar uma rede de até 75 km de navegação urbana, conectando represas e rios da capital.

Essa estrutura inclui trechos navegáveis na Billings, no Rio Pinheiros e no Rio Tietê, formando um corredor que pode ligar diferentes regiões da cidade por água.

Além da extensão, o plano também considera a implantação de estruturas para viabilizar a navegação contínua, como ecoportos e eclusas.

Até 32 pontos de parada

Outro fator que influencia diretamente no tempo de viagem é a quantidade de paradas ao longo do trajeto.

De acordo com os mapas do plano, o sistema pode contar com até 32 pontos de parada, distribuídos entre rios e represas.

Esses locais funcionariam como áreas de embarque e desembarque, além de apoio à operação do sistema.

Como mostrado anteriormente, parte desses pontos se estende até a zona leste da cidade, acompanhando o eixo do Rio Tietê.

Na prática, isso significa que o tempo total de deslocamento pode variar dependendo da quantidade de paradas realizadas durante o trajeto.

Viagem sem trânsito

Apesar de o tempo total não ser necessariamente menor em todos os casos, o sistema teria uma vantagem: a previsibilidade.

Diferente do transporte terrestre, o deslocamento pelos rios não sofre impacto direto de congestionamentos, o que pode garantir maior regularidade nos horários.

Além disso, o modelo permite trajetos mais longos sem interrupções frequentes, especialmente em trechos contínuos como os das represas e dos rios canalizados.

Plano ainda depende de estudos

O plano hidroviário está em fase de estudos técnicos e ambientais. A implantação completa da rede, incluindo todos os trechos e pontos de parada, ainda depende da definição de cronograma e viabilidade dos projetos.

Mesmo assim, o projeto já desenha a possibilidade de um novo eixo de mobilidade urbana na cidade, utilizando os cursos d’água como alternativa ao sistema viário tradicional.