Prefeitura planeja ‘Metrô Aquático’ para ligar a zona sul ao leste de São Paulo

Plano hidroviário da capital prevê até 75 km de transporte por barcos na cidade, ligando represas aos rios Pinheiros e Tietê

Plano também inclui a criação de ecoportos, que funcionarão como pontos de parada das embarcações e centros de apoio logístico

Plano também inclui a criação de ecoportos, que funcionarão como pontos de parada das embarcações e centros de apoio logístico | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A Prefeitura de São Paulo planeja estruturar um sistema de transporte hidroviário que pode atravessar diferentes regiões da cidade, conectando represas da zona sul aos rios Pinheiros e Tietê.

A proposta faz parte do Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP), que prevê o uso dos cursos d’água da capital para transporte de passageiros, cargas e apoio a serviços urbanos.

Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), o plano inclui a implantação de hidrovias no Rio Pinheiros, divididas em dois trechos: o Canal Superior e o Canal Inferior.

O eixo hidroviário se estenderia desde os canais Guarapiranga e Jurubatuba até a estrutura do Retiro, ponto que marca o limite com a hidrovia planejada para o canal central do Rio Tietê.

De acordo com a secretaria, o projeto prevê tanto o transporte de passageiros quanto de cargas ao longo do Pinheiros.

O plano também inclui a criação de ecoportos, que funcionarão como pontos de parada das embarcações e centros de apoio logístico.

Ecoportos ao longo do trajeto

Os ecoportos são estruturas previstas para receber embarcações e dar suporte às operações do sistema hidroviário.

Além de servirem como pontos de embarque e desembarque, eles também devem apoiar atividades relacionadas à gestão e ao transporte de resíduos sólidos.

Em nota, a prefeitura informou que já existe uma definição preliminar de locais para implantação desses equipamentos.

Os pontos aparecem nos mapas apresentados durante a consulta pública do plano e devem integrar a versão final do PlanHidro SP.

Os estudos também consideram o uso das hidrovias para transporte de cargas, o que permitiria deslocamentos de materiais e resíduos por via aquática dentro da cidade.

Conexão entre represas e rios

O planejamento hidroviário da cidade parte das represas da zona sul e segue pelos principais rios da capital.

O sistema inclui trechos na Represa Billings e na Represa Guarapiranga, além da conexão com o Rio Pinheiros.

A partir do Pinheiros, o plano prevê a continuidade da hidrovia até a ligação com o Rio Tietê.

Mapas apresentados na consulta pública indicam que o eixo hidroviário planejado para o Tietê se estende pela zona leste da cidade, podendo somar cerca de 70 a 80 quilômetros de hidrovias urbanas.

Etapas e próximos estudos

Segundo a secretaria, o Programa de Metas 2025–2028 prioriza a implantação de novos atracadouros na Billings e a viabilização do sistema hidroviário na Guarapiranga.

Paralelamente, continuam em desenvolvimento estudos técnicos e ambientais necessários para a futura implantação do sistema no canal do Rio Pinheiros.

O cronograma para elaboração do projeto executivo ou início das obras ainda será definido após a conclusão dessas análises.

O PlanHidro SP está em fase de consolidação após consulta pública e deve orientar as futuras etapas de implantação das hidrovias urbanas na capital.