O Airbnb iniciou um movimento estratégico para ampliar sua atuação no setor de turismo ao incluir hotéis independentes em sua plataforma. A iniciativa, ainda em fase piloto, está sendo testada em cidades como Nova York, Los Angeles, Paris e Madri, segundo informações do Financial Times.
A proposta é oferecer aos usuários uma combinação de opções entre imóveis residenciais e hotéis-boutique, ampliando o leque de hospedagens disponíveis. Para atrair os estabelecimentos, a empresa aposta em taxas mais baixas do que as praticadas por concorrentes como Booking.com e Expedia.
Apesar disso, uma proposta que tramita no Senado desde o ano passado pode restringir o funcionamento de plataformas de hospedagem temporária, como Airbnb e Booking, em imóveis residenciais no Brasil.
O movimento tem como foco em viajantes a negócios, que costumam priorizar a previsibilidade e os serviços oferecidos por hotéis, e mercados afetados por restrições ao aluguel de curto prazo.
Em cidades como Nova York, novas regulamentações reduziram significativamente a oferta de imóveis na plataforma, pressionando a empresa a diversificar sua estratégia.
Além da inclusão de hotéis, o Airbnb também passou a investir na ampliação de serviços. Em março, a companhia anunciou uma parceria com a Welcome Pickups para oferecer traslados de aeroporto em 125 cidades na Ásia, Europa e América Latina.
O serviço pode ser contratado diretamente pelo aplicativo após a reserva da hospedagem.
Fundado em 2008 e liderado pelo CEO Brian Chesky, o Airbnb se consolidou como referência global no aluguel de curto prazo, transformando a forma como viajantes buscam acomodação.
