Os surfistas brasileiros estão no topo do ranking da World Surf League (WSL) neste início de temporada. Até o momento, após duas etapas realizadas, Bells Beach e Margaret River, ambas na Austrália, quatro atletas do Brasil estão entre os cinco primeiros colocados.
Gabriel Medina, Miguel Pupo, Yago Dora e Samuel Pupo são os profissionais que dominam neste momento o tour.
Nos últimos 11 anos, oito títulos vieram de pranchas e lycras que levavam a bandeira verde-amarela. Com o desempenho dos surfistas, esse momento do esporte para o país ganhou o nome de “Brazilian Storm”.
Quebra de paradigmas
De acordo com Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina, esse resultado é derivado de um ciclo consistente, capaz de renovar ídolos na modalidade.
“Nos últimos onze anos, o país conquistou oito títulos mundiais, divididos entre cinco atletas diferentes, um feito inédito que quebrou paradigmas históricos e consolidou o Brasil como potência do surfe mundial”, comentou.
A vitória do surfista Yago Dora em 2025, ao derrotar o americano Griffin Colapinto, confirmou, de acordo com Ivan, a profundidade do chamado “Brazilian Storm”.
“Yago Dora não apenas confirma o talento individual de mais um atleta extraordinário, como simboliza a profundidade da chamada Brazilian Storm. Trata-se de um ciclo consistente, capaz de renovar ídolos com regularidade, em vez de depender de uma geração isolada”, comentou.
Próxima etapa
A janela para a próxima etapa já abre nesta quinta-feira (30/4), com baterias iniciais definidas. O circuito chega à Gold Coast, na Austrália, e encerra a parte do campeonato realizada no país.
