8 títulos em 11 anos: como a Brazilian Storm engoliu o surfe mundial

Surfistas brasileiros dominaram últimas temporadas do esporte, quebraram paradigmas e começam temporada de 2026 no topo

Brazilian Storm domina surfe mundial na última decáda

Brazilian Storm domina surfe mundial na última decáda | Kelly Cestari/Thiago Diz/Ed Sloane/WSL

Os surfistas brasileiros estão no topo do ranking da World Surf League (WSL) neste início de temporada. Até o momento, após duas etapas realizadas, Bells Beach e Margaret River, ambas na Austrália, quatro atletas do Brasil estão entre os cinco primeiros colocados.

Gabriel Medina, Miguel Pupo, Yago Dora e Samuel Pupo são os profissionais que dominam neste momento o tour.

Nos últimos 11 anos, oito títulos vieram de pranchas e lycras que levavam a bandeira verde-amarela. Com o desempenho dos surfistas, esse momento do esporte para o país ganhou o nome de “Brazilian Storm.

Quebra de paradigmas

De acordo com Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina, esse resultado é derivado de um ciclo consistente, capaz de renovar ídolos na modalidade.

“Nos últimos onze anos, o país conquistou oito títulos mundiais, divididos entre cinco atletas diferentes, um feito inédito que quebrou paradigmas históricos e consolidou o Brasil como potência do surfe mundial”, comentou.

A vitória do surfista Yago Dora em 2025, ao derrotar o americano Griffin Colapinto, confirmou, de acordo com Ivan, a profundidade do chamado “Brazilian Storm”.

“Yago Dora não apenas confirma o talento individual de mais um atleta extraordinário, como simboliza a profundidade da chamada Brazilian Storm. Trata-se de um ciclo consistente, capaz de renovar ídolos com regularidade, em vez de depender de uma geração isolada”, comentou.

Próxima etapa

A janela para a próxima etapa já abre nesta quinta-feira (30/4), com baterias iniciais definidas. O circuito chega à Gold Coast, na Austrália, e encerra a parte do campeonato realizada no país.