Chuva de polêmicas

uando os brasileiros pensaram que finalmente o governo iria começar a discutir propostas e reformas importantes para a economia do País veio o tuíte bombástico do presidente Jair Bolsonaro sobre um ato obsceno que aconteceu no carnaval de rua de São Paulo.

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Pelo Twitter, rede social preferida do presidente, Bolsonaro levou ao conhecimento de milhões de pessoas no mundo todo uma cena isolada que aconteceu na maior festa popular do Brasil e que faz o País ser reconhecido internacionalmente, o Carnaval.

Não há lugar em que um brasileiro chegue, se identifique e logo não seja indagado pela palavra e pelos gestos do samba. É a nossa alegria e a nossa dança que têm que ser reconhecidas e lembradas no Carnaval e não um único ato de dois homens entre milhões de foliões espalhados pelos quatro cantos do País. E mais, não cabe ao líder máximo da nação manchar a imagem da festa popular criticando um único ato.

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Não foi bonito o que os dois rapazes fizeram, muito pelo contrário, mas ficou muito feio o presidente de um País usar sua influência, poder e posição para expor um vídeo com esse tipo de conteúdo.

Primeiro porque não é o seu papel como chefe de executivo, segundo porque não é de bom tom e terceiro porque o País atravessa uma crise econômica severa com 13 milhões de desempregados e uma série de problemas muito mais relevantes para serem discutidos com seriedade.

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Pegou muito mal para o Brasil, não só o vídeo, mas ele ser compartilhado pelo presidente. Oposição e também aliados criticaram a postura do presidente e alguns chegaram a cogitar processar Bolsonaro por compartilhar conteúdo obsceno.

As polêmicas seguiram depois com outro tuíte perguntando o que era ‘golden shower’, a prática de urinar em outra pessoa.

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Ainda esta semana, o presidente causou outro alvoroço dizendo que ‘a democracia só existe se assim as Forças Armadas o quiserem’.

De polêmica, em polêmica vive o presidente e enquanto isso as reformas e discussões importantes vão ficando pra trás. O mais sensato do governo parece ser o vice-presidente Hamilton Mourão, que se recusou a comentar o vídeo, mas defendeu Bolsonaro sobre a fala das Forças Armadas dizendo que o presidente foi ‘mal interpretado’. Tomara.