A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou na terça-feira (15) o projeto de lei que autoriza o governo a contratar empréstimo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento no valor de quase R$ 80 milhões para a recuperação do rio Tietê, uma promessa de gestões tucanas que se arrasta desde a década de 1990 no Estado. Houve 57 votos favoráveis, 17 contrários e uma abstenção. O projeto não deixa claro como a verba vai ser usada. O deputado Paulo Fiorilo (PT) votou contra a autorização e explicou alguns motivos a este colunista: “É um empréstimo para uma obra que já consumiu muitos milhões do Estado e que não teve efetivamente um resultado positivo. O governo Doria insiste nesse movimento, sem dar mecanismos de controle e de transparência. Isso me fez votar contra”.
Sem piscina.
As piscinas do Parque Ecológico do Tietê, na zona leste da Capital, foram desativadas há quatro anos devido a rachaduras, vazamentos e bombas quebradas. Agora, a administração do parque mantido pela gestão João Doria (PSDB) abriu uma votação com os frequentadores para decidir qual destino dará ao espaço. As opções são quiosques com churrasqueiras, quadras poliesportivas e campos de futebol. A alternativa “a piscina de volta e em bom estado de manutenção” não está entre as opções.
Cemitérios da Capital.
Nesta semana se iniciaram as audiências públicas para a concessão dos 22 cemitérios e crematórios municipais da Capital à iniciativa privada. A ideia, porém, continua a receber rejeição de algumas entidades. Segundo o secretário de imprensa do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, João Batista Gomes, a medida aumentará o custo dos serviços e pode causar desvalorização profissional dos trabalhadores do setor. “A legislação não dá atenção para esses pontos, e os servidores não sabem como será o futuro deles”.
Custo da festa.
A festa da Paixão de Cristo em Embu das Artes, na Grande São Paulo, realizada em abril, custou mais de R$ 165 mil aos cofres públicas apenas para a organização do evento teatral. Esse foi o valor pago pela prefeitura, gestão Ney Santos (PRB), à empresa Waldir Tavares de Souza Serviços ME, segundo informações do Diário Oficial do Estado.
Rodízio de feiras.
O vereador Ricardo Teixeira (DEM) conseguiu aprovar em primeira discussão no plenário da Câmara um projeto de lei que prevê o rodízio de ruas para a instalação das feiras livres na Capital. Seriam escolhidas até três ruas em cada região para participar do sistema de rodízio a cada dois anos. Boa parte dos feirantes, entretanto, não gostou da possibilidade de perder a clientela fiel.
“Vai pra casa, vagabundo! (…) Vai pra casa, aposentado!”
João Doria esbravejou contra manifestantes durante evento. Depois, se desculpou com aposentados.