Fazer força para evacuar pode causar desmaios e até afetar a memória; entenda os riscos

Hábitos simples, como aumentar o consumo de fibras e água, ajudam a evitar a prisão de ventre

Fazer força excessiva ao evacuar pode causar complicações intestinais e neurológicas

Fazer força excessiva ao evacuar pode causar complicações intestinais e neurológicas | Freepik

Muita gente acredita que fazer força para evacuar é algo normal, principalmente em momentos de prisão de ventre.

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No entanto, esse hábito pode provocar consequências importantes para o organismo, indo desde desconfortos intestinais até episódios mais sérios, como desmaios e alterações temporárias no funcionamento do cérebro.

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Especialistas alertam que o excesso de esforço no banheiro não deve ser ignorado. Um caso ocorrido recentemente na China chamou atenção para os riscos desse comportamento.

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Após fazer muita força para evacuar, uma mulher apresentou uma perda temporária de memória e não conseguia se lembrar de acontecimentos dos últimos dez anos. Segundo relatos médicos, ela recuperou as lembranças no dia seguinte e não teve sequelas permanentes.

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O que acontece no corpo ao fazer muita força

Quando uma pessoa prende a respiração e força excessivamente durante a evacuação, o organismo ativa um mecanismo conhecido como manobra de Valsalva.

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Esse processo altera rapidamente a pressão arterial e os batimentos cardíacos, afetando a circulação sanguínea.

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Primeiro, ocorre um aumento significativo da pressão dentro do tórax e do abdômen. Em seguida, o fluxo sanguíneo sofre uma queda repentina, o que reduz temporariamente a quantidade de sangue que chega ao cérebro.

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É justamente essa alteração que pode causar tontura, sensação de mal-estar e até desmaios.

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Casos raros podem afetar a memória

Embora situações mais graves sejam incomuns, médicos explicam que a redução momentânea da circulação cerebral pode interferir em funções cognitivas.

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Em alguns casos raros, isso pode provocar episódios de amnésia transitória, como o registrado na mulher chinesa. Especialistas ressaltam que a maioria das pessoas não desenvolve complicações permanentes.

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Ainda assim, o esforço exagerado pode representar uma sobrecarga para os vasos sanguíneos do cérebro, aumentando os riscos de problemas vasculares em situações extremas.

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Problemas intestinais são os mais comuns

As consequências mais frequentes de fazer força para evacuar costumam aparecer no próprio intestino. Hemorroidas, fissuras anais e dores na região estão entre os problemas mais relatados por quem sofre com constipação recorrente.

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Em quadros mais intensos, o esforço contínuo também pode favorecer o surgimento de fecaloma, caracterizado pelo endurecimento das fezes, além do prolapso retal, quando parte do reto se projeta para fora do ânus devido à pressão excessiva.

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Hábitos simples ajudam a evitar o problema

Manter uma alimentação rica em fibras é uma das principais formas de prevenir a prisão de ventre. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais ajudam o intestino a funcionar melhor e deixam as fezes mais macias.

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Além disso, beber bastante água ao longo do dia faz diferença no funcionamento intestinal. Outra recomendação importante é não ignorar a vontade de evacuar.

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Algumas posições também podem ajudar, como manter os joelhos levemente elevados para facilitar a saída das fezes sem esforço excessivo.

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Se a constipação persistir por muitos dias, a orientação é procurar acompanhamento médico. O uso de laxantes sem indicação profissional pode trazer efeitos indesejados e prejudicar ainda mais o intestino.