Os metroviários de São Paulo decidiram não aprovar a greve da categoria durante assembleia realizada nesta terça-feira (12/5), encerrando a possibilidade de paralisação das linhas do Metrô nas primeiras horas desta quarta-feira (13/5).
A decisão foi tomada durante reunião realizada na sede do Sindicato dos Metroviários, no Belém, zona leste da capital paulista, com transmissão ao vivo pelo YouTube da entidade.
As quatro linhas geridas pelo Metrô não paralisarão as atividades à meia-noite desta quarta-feira (12/5). A decisão foi tomada com 1500 votos favoráveis a proposta do metrô.
Reivindicações
A categoria reivindica a realização de concursos públicos, mudanças no plano de saúde, negociações sobre a Participação nos Resultados (PR) de 2026 e discussões relacionadas ao plano de carreira.
Segundo o sindicato, o sistema metroviário opera atualmente com um número reduzido de funcionários em comparação aos últimos dez anos, o que, de acordo com a entidade, tem impactado as condições de trabalho dentro da companhia.
Os trabalhadores também criticam o avanço da terceirização em setores do Metrô e demonstram preocupação com possíveis alterações no plano de saúde, incluindo aumento de descontos salariais e elevação nos custos de procedimentos médicos.
Durante a assembleia, representantes da categoria afirmaram que a paralisação ainda poderá ser suspensa caso o governo estadual avance nas negociações e apresente propostas consideradas satisfatórias pelos trabalhadores.
O sindicato também voltou a defender a proposta de “catraca livre” durante a greve. Segundo a entidade, o sistema poderia continuar funcionando sem cobrança de tarifa caso o governo autorizasse a liberação gratuita dos passageiros.
Até o momento, o Governo de São Paulo e a direção do Metrô não divulgaram posicionamento oficial sobre a decisão da assembleia.
