Lula lidera corrida presidencial mesmo entre evangélicos em São Paulo, diz pesquisa

Badra também registrou os votos dos católicos, e neste caso a vantagem de Lula seria maior em relação a Flávio Bolsonaro

Presidente Lula atinge 34% de reprovação em SP

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 31 de maio de 2026 e ouviu 1.500 eleitores em 62 municípios paulistas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial entre evangélicos no estado de São Paulo. Segundo pesquisa Badra, divulgada nesta quarta-feira (4/6), 38,9% dos evangélicos votariam no atual presidente da República se o pleito fosse hoje, enquanto 35,4% escolheriam Flávio Bolsonaro (PL).

A Badra também registrou os votos dos católicos, e neste caso a vantagem de Lula seria maior em relação a Flávio: 47,4% contra 38,3%.

No cenário geral, com todos os eleitores ouvidos pelos pesquisadores, Lula tem 44,2% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registra 34,3%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 31 de maio de 2026 e ouviu 1.500 eleitores em 62 municípios paulistas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP – 05297/2026 BR – 05119/2026.

Outros presidenciáveis

Na sequência, todos os nomes estão em situação de empate técnico. Cabo Daciolo (Mobiliza) soma 2,9%, seguido por Aécio Neves (PSDB), com 2,5%. Samara Martins (UP) aparece com 1,7%, enquanto Edmilson Costa (PCB) registra 1,5%.

Também foram citados Augusto Cury (Avante, 1,1%), Joaquim Barbosa (DC, 0,8%), Romeu Zema (Novo, 0,8%), Renan Santos (Missão, 0,8%), Rui Pimenta (PCO, 0,5%), Ronaldo Caiado (PSD, 0,4%) e Hertz Dias (PSTU, 0,3%).

Indecisos e votos em branco somam 8%

O levantamento também mediu a parcela do eleitorado que ainda não definiu seu voto ou que pretende não escolher nenhum dos candidatos apresentados.

Segundo a pesquisa, 4,5% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes listados. Outros 2,2% disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 1,3% não souberam responder.

Aproximação de Lula com evangélicos

É consenso na cúpula petista que o presidente Lula tem que se aproximar mais dos evangélicos, grupo historicamente mais voltado a votos em nomes da direita.

Nesta quinta, o presidente conversou por telefone com o apóstolo Estevam Fernandes, organizador da tradicional Marcha para Jesus em São Paulo.

A ligação foi intermediada pelo atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que é evangélico e representou Lula no evento religioso pelo quarto ano consecutivo.

Na conversa, o petista lembrou ainda que foi o responsável por sancionar, em 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus no calendário oficial do Brasil.

O vídeo do telefonema foi publicado pelas redes sociais de Lula, como um aceno ao grupo religioso.