Estreia da Inglaterra na Copa: confira a origem do Stonehenge e onde encontrar o seu ‘gêmeo’ brasileiro

Monumento de mais de 4 mil anos intriga arqueólogos, atrai turistas e guarda mistérios que seguem sem resposta

Patrimônio Mundial da UNESCO, Stonehenge tem uma versão brasileira no Amapá conhecida como 'Stonehenge Brasileiro' (Foto: Gerd Eichmann/Wikimedia Commons)

Patrimônio Mundial da UNESCO, Stonehenge tem uma versão brasileira no Amapá conhecida como 'Stonehenge Brasileiro' (Foto: Gerd Eichmann/Wikimedia Commons)

Considerada um dos países mais fortes a disputar a Copa do Mundo da FIFA, a Inglaterra faz a sua estreia no torneio nesta quarta-feira (17/6) contra a seleção da Croácia.

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Além da fama no futebol, impulsionada por times como Manchester United e Liverpool, o país também atrai a atenção da mídia por causa do famoso monumento de Stonehenge, considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

7 fotos impressionantes do Stonehenge

Localizado no condado de Wiltshire, esse círculo de pedras monumentais possui mais de 4 mil anos e ainda intriga historiadores e visitantes, mesmo após décadas de descobertas científicas.

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A seguir, entenda mais sobre as possíveis origens do Stonehenge e sua importância histórica.

Explicação mais aceita

Segundo a English Heritage, órgão responsável pela conservação do monumento, o Stonehenge foi construído pelos antigos bretões por volta de 2500 a.C.

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O local é formado por 52 pedras dispostas em círculos e formatos de ferradura.

As pedras principais chegam a atingir entre 5 e 7 metros acima do solo, e pesam cerca de 30 toneladas.

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A explicação mais aceita atualmente é que o círculo de pedras funcionava como um complexo multifuncional ligado a rituais religiosos, cerimônias funerárias e, principalmente, observações astronômicas.

Durante o solstício de verão, o sol nasce em alinhamento exato com a Pedra do Calcanhar (Heel Stone), o que fortalece essa interpretação.

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Outras possíveis explicações

Ao longo dos séculos, diferentes teorias surgiram para explicar o monumento.

Na Idade Média, acreditava-se que a construção teria sido obra do mago Merlin. Mais tarde, estudiosos chegaram a atribuir a estrutura aos romanos ou aos druidas.

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Outras hipóteses sugerem que Stonehenge pode ter sido usado como centro de cura, espaço de culto ao sol ou grande local de peregrinação.

Nenhuma delas foi comprovada de forma definitiva, o que aumenta o fascínio em torno do sítio arqueológico.

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Patrimônio mundial da Humanidade

De acordo com a UNESCO, Stonehenge é “um dos monumentos megalíticos pré-históricos mais impressionantes do mundo”, graças ao tamanho de seus megálitos, ao planejamento arquitetônico e à precisão de sua construção.

Essas características garantiram ao complexo de Stonehenge, Avebury e Sítios Associados o título de Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.

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A organização também ressalta o uso de arenito Sarsen de Wiltshire e de pedras azuis trazidas de Pembroke, no País de Gales.

Um estudo publicado em 2024 na revista Nature revelou ainda que a chamada Pedra do Altar veio do nordeste da Escócia, a mais de 700 km de Stonehenge.

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A descoberta indica que populações pré-históricas transportavam grandes blocos por distâncias muito maiores do que se imaginava até então.

Ameaças e conservação

Apesar de sua fama mundial, Stonehenge enfrenta desafios relacionados à preservação. O principal deles envolve a construção de um túnel sob a rodovia A303, que passa nas proximidades do monumento.

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Segundo a Unesco, o projeto pode afetar a paisagem histórica do sítio arqueológico. Em 2023, a preocupação levou a entidade a discutir a inclusão do monumento na lista de patrimônios em perigo.

Além disso, episódios de vandalismo também preocupam autoridades responsáveis pela conservação.

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Stonehenge Brasileiro

O Brasil também possui um monumento frequentemente comparado ao famoso círculo de pedras inglês, conhecido como “Stonehenge Brasileiro”.

Trata-se do Parque Arqueológico do Solstício, localizado em Calçoene, a cerca de 400 km de Macapá, no Amapá.

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O sítio arqueológico conhecido como Rêgo Grande I foi construído por povos indígenas entre os séculos I e X. O local possui 147 blocos de granito distribuídos em uma formação circular com aproximadamente 30 metros de diâmetro.