O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que os Estados Unidos estão prestes a ser “invadidos” por torcedores de todo o mundo durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita nesta semana durante um evento de abertura das festividades do torneio em Los Angeles.
Segundo o dirigente, milhões de pessoas devem transformar as cidades-sede em um ambiente de celebração, com camisas, bandeiras e manifestações culturais de dezenas de países diferentes.
A expectativa da entidade é que esta seja a maior edição da história da competição, disputada pela primeira vez com 48 seleções.
Porém, a fala acontece em meio a uma série de problemas migratórios que vêm impactando justamente alguns dos participantes do Mundial.
Discurso de festa contrasta com dificuldades de entrada
Durante o evento, Infantino afirmou que os torcedores serão uma espécie de “horda de bárbaros felizes” que tomarão as ruas das cidades-sede.
“Eles apenas vão querer aproveitar e se divertir, porque é isso que queremos fazer com a Copa do Mundo: queremos unir o mundo”, declarou o presidente da Fifa.
A mensagem reforça o discurso tradicional da entidade de integração global por meio do futebol. No entanto, nas últimas semanas, diferentes episódios mostraram que a entrada de algumas delegações, profissionais e torcedores no território americano tem encontrado obstáculos.
O caso mais recente envolve o Irã, que perdeu a cota de ingressos destinada aos seus torcedores poucos dias antes da abertura da competição.
Restrições atingem torcedores, árbitros e jogadores
Nos últimos dias, os impactos das políticas migratórias americanas passaram a aparecer diretamente na operação do torneio.
A Federação Iraniana informou que não poderá distribuir os ingressos reservados aos seus torcedores, medida que afeta pessoas que já haviam comprado passagens e reservado hospedagem para acompanhar a seleção.
Além disso, o árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor juiz da Confederação Africana em 2025, teve a entrada negada nos Estados Unidos e acabou retirado da escala da Copa.
Outro episódio envolveu o atacante iraquiano Aymen Hussein. Um dos principais nomes da seleção do Iraque, ele passou horas em procedimentos de imigração antes de ser liberado para ingressar no país.
As dificuldades também chegaram à imprensa. Entidades internacionais relataram atrasos e entraves na emissão de vistos para jornalistas que irão cobrir o torneio.
Além disso, imagens de revistas rigorosas e situações de tensão com a imigração nos aeroportos dos Estados Unidos têm circulado mundo afora.
Los Angeles será um dos centros da Copa
Apesar das polêmicas, Los Angeles segue como uma das cidades mais importantes da competição. A metrópole receberá oito partidas do Mundial, além de festivais para torcedores e áreas oficiais de convivência espalhadas pela região.
Infantino agradeceu aos organizadores locais e afirmou que o protagonismo da cidade reflete seu papel como um dos maiores polos globais de entretenimento.
A abertura oficial da Copa acontece nesta quinta-feira (11/6), na Cidade do México. Já a primeira partida em solo americano será disputada na sexta-feira (12/6), quando os Estados Unidos enfrentam o Paraguai no SoFi Stadium.
Enquanto a Fifa projeta estádios lotados e uma celebração global sem precedentes, os desafios envolvendo vistos e circulação internacional continuam sendo um dos principais temas nos bastidores desta Copa do Mundo.
