Prefeitura de Limeira vai processar Governo Federal após morte de jovem em rope jump

Em nota, o prefeito Murilo Félix afirmou que o município alertava há meses sobre os riscos existentes na área

Após o acidente, seis pessoas foram presas e encaminhadas para prestar esclarecimentos/Reprodução

A Prefeitura de Limeira anunciou que irá processar o Governo Federal após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo. A jovem caiu de uma altura aproximada de 40 metros na manhã deste sábado (13/6) e morreu ainda no local.

Continua após a publicidade

Em nota oficial, a administração municipal afirmou que vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área e classificou como “inaceitável” a falta de medidas de segurança no local. Segundo a prefeitura, a tragédia reforça a necessidade de responsabilização pela ausência de fiscalização e controle de acesso à ponte.

O acidente é investigado pela Polícia Civil. Testemunhas relataram que a vítima teria sido lançada sem o equipamento de segurança devidamente conectado.

Prefeitura aponta omissão e cobra responsabilidade da União

De acordo com a Prefeitura de Limeira, a Ponte do Esqueleto está localizada em uma área sob responsabilidade do Governo Federal, que seria responsável pela fiscalização, manutenção e controle de acesso.

Continua após a publicidade

A administração municipal informou que já havia encaminhado ofícios aos órgãos competentes solicitando melhorias na segurança do local. A Câmara Municipal também teria participado das cobranças por meio de iniciativas da vereadora Bruna Magalhães.

Em nota, o prefeito Murilo Félix afirmou que o município alertava há meses sobre os riscos existentes na área.

Segundo ele, além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, também é necessário investigar a falta de controle sobre uma região considerada de risco e que, segundo a prefeitura, não recebeu medidas adequadas de proteção.

Continua após a publicidade

Até o momento, o Governo Federal não havia se manifestado sobre as acusações.

Jovem publicou mensagem antes do salto; seis pessoas foram presas

Maria Eduarda era moradora de Jandira, na Grande São Paulo, formada em Educação Física e Gestão Esportiva e costumava compartilhar conteúdos sobre viagens, esportes e contato com a natureza nas redes sociais.

Momentos antes do acidente, ela publicou imagens do passeio e da estrutura utilizada para os saltos. Em uma das postagens, feita por volta das 7h31, escreveu a frase: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.

Continua após a publicidade

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o instante em que a jovem é levada até a plataforma. Logo após o salto, pessoas que acompanhavam a atividade aparecem gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”, levantando suspeitas de uma falha operacional.

Segundo a Polícia Militar, uma testemunha afirmou que os responsáveis pela atividade teriam esquecido de conectar o equipamento de segurança antes do salto.

Após o acidente, seis pessoas foram presas e encaminhadas para prestar esclarecimentos. Dois suspeitos chegaram a deixar o local e foram encontrados posteriormente com apoio do helicóptero Águia, em uma área de mata próxima.

Continua após a publicidade

Os envolvidos aparecem em vídeos utilizando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei, apontadas como responsáveis pela operação da atividade. Até o momento, representantes das empresas não se pronunciaram publicamente sobre o caso.

A investigação segue sob responsabilidade do 2º Distrito Policial de Limeira.