O Haiti disputará a Copa do Mundo da FIFA pela segunda vez na história neste sábado (13/6) contra a Escócia. A última participação do país no torneio aconteceu há mais de 50 anos, em 1974.
Para marcar o momento, a Gazeta reuniu curiosidades sobre a Citadelle Laferrière, único Patrimônio Mundial do país reconhecido pela Unesco.
No alto de uma montanha no norte haitiano, a fortaleza domina a paisagem há mais de 200 anos.
Construída após a independência do Haiti para evitar uma nova invasão francesa, a cidadela virou um dos maiores símbolos da liberdade haitiana.
Origem da Citadelle Laferrière
A Citadelle Laferrière fica na cidade de Milot, a cerca de 200 km de Porto Príncipe (capital do Haiti), no topo da montanha Bonnet à l’Evêque.
A estrutura foi construída a cerca de 970 metros acima do nível do mar e ocupa aproximadamente 10 mil metros quadrados.
A obra começou em 1805, pouco depois da independência do Haiti da França, proclamada em 1804.
O projeto foi liderado por Henri Christophe, o principal nome da Revolução Haitiana e antigo rei do norte do país.
Tamanho da fortaleza
Segundo a Unesco, a cidade foi projetada para resistir a uma possível invasão francesa.
O complexo possui muralhas gigantes, depósitos de pólvora, cisternas e baterias de canhões espalhadas em diferentes níveis.
Concluída por volta de 1820, a fortaleza podia abrigar até 5 mil soldados em situações extremas, com muralhas próximas de 40 metros de altura.
A construção mobilizou milhares de trabalhadores, muitos deles antigos escravizados.
Patrimônio mundial e importância histórica
Até hoje, centenas de canhões de bronze e ferro permanecem posicionados nas baterias originais voltadas para o litoral norte do Haiti.
Mesmo preparada para a guerra, a fortaleza nunca foi atacada. O sistema defensivo criado por Henri Christophe acabou afastando qualquer tentativa de invasão francesa.
Em 1982, a cidadela entrou para a lista de Patrimônio Mundial da Unesco, reconhecimento que considera tanto a importância arquitetônica da construção quanto seu peso histórico na luta contra o colonialismo e a escravidão.
É seguro viajar para o Haiti em 2026?
Embora a Citadelle Laferrière seja aberta para visitação, a viagem ao Haiti é fortemente desaconselhada pelos governos dos Estados Unidos e do Canadá.
O país enfrenta uma grave crise de segurança, marcada pela atuação de facções criminosas, violência armada e instabilidade civil.
O Haiti não está oficialmente em guerra com outra nação, mas vive uma espécie de guerra civil.
Em Porto Príncipe, grupos armados dominam grande parte da capital, cenário que provocou uma crise humanitária e forçou milhões de pessoas a deixarem suas casas.





