O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17/6) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve interferir nas eleições brasileiras.
“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil”, disparou o presidente em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França,
“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, completou Lula.
Mais cedo, também no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.
O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
Pesquisa eleitoral
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (15/6) pela Nexus aponta que o presidente Lula abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Segundo a pesquisa Lula aparece com 49% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. No levantamento anterior, realizado em maio, os dois estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Nos cenários de primeiro turno testados pela Nexus, o presidente também lidera. Em uma das simulações, registra 42% contra 33% do senador. Em outra, marca 43%, enquanto o adversário aparece com 34%.
