5 crimes que pararam o Brasil e continuam sem resposta

Cerca de 65% dos assassinatos no Brasil ficam solução; entre as vítimas estão figuras como MC Daleste, André Cowboy, Celso Daniel, PC Farias e Ana Lídia Braga

PC Farias foi encontrado sem vida em 1996/Divulgação/Claudio Versiani

O Brasil convive historicamente com uma marca dolorosa e invisível aos olhos de quem vê os noticiários diariamente: a impunidade. Um levantamento alarmante do Instituto Sou da Paz revela que cerca de 64% dos assassinatos cometidos no País terminam sem solução.

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A situação chama mais a atenção quando a vítima era alguém popular, ou que se tornou famoso justamente pelo assassinato.

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Abaixo, relembre de cinco crimes de repercussão nacional que chocaram a sociedade, mas que até hoje seguem sem que nenhum mandante ou executor esteja pagando pelo que fez na cadeia. São crimes que ninguém foi punido.

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André Cowboy (2011): a morte do BBB que chocou o País

André Luís Gusmão de Almeida, conhecido nacionalmente como André Cowboy após sua participação no Big Brother Brasil 9, foi assassinado na madrugada de 1º de junho de 2011, aos 37 anos, em sua chácara na cidade de Alumínio, em São Paulo. Segundo a investigação, ele saiu de casa durante a noite após ouvir seus cães latindo e foi atingido por um tiro na nuca.

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Na época, a Polícia Civil trabalhou com linhas diferentes de investigação. Entre as principais hipóteses estavam latrocínio (roubo seguido de morte) e a possibilidade de vingança ou cobrança de dívidas. O crime causou grande repercussão nacional por envolver um ex-participante do reality show mais popular do país.

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Apesar das investigações realizadas nos anos seguintes, o assassinato de André Cowboy nunca foi totalmente esclarecido.

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MC Daleste (2013): executado ao vivo diante de 5 mil pessoas

Daniel Pellegrine, o MC Daleste, foi um dos pioneiros do funk ostentação em São Paulo. Em julho de 2013, durante um show em Campinas, no interior paulista, o cantor foi baleado no tórax enquanto conversava com o público no palco.

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Havia mais de 5 mil pessoas no local, e o momento exato do disparo foi filmado por centenas de fãs em alta definição.

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Mesmo com as imagens circulando o mundo e uma comoção que parou o estado de São Paulo, a Polícia Civil arquivou o caso anos depois sem conseguir descobrir de onde partiu o tiro ou quem encomendou a morte do jovem de 20 anos.

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PC Farias (1996): a morte misteriosa do tesoureiro de Collor

Ex-tesoureiro de campanha presidencial de Fernando Collor de Mello, Paulo César Farias foi encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino, em junho de 1996, ambos com ferimentos de armas de fogo.

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Como PC Farias havia sido uma figura central no escândalo de corrupção que levou ao impeachment de Collor em 1992, o caso imediatamente despertou enorme interesse público e político.

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A versão oficial mudou ao longo dos anos, surgiram hipóteses de crime político e “queima de arquivo”. Rm 2013, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça encerrou o processo criminal sem condenações, prevalecendo a tese de homicídio seguido de suicídio por absoluta falta de provas que sustentasse outras teses.

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Ana Lídia Braga (1973): o horror na saída da escola

Um dos casos mais emblemáticos e dolorosos da história do País aconteceu em Brasília, durante a ditadura militar. A menina Ana Lídia, de apenas 7 anos, foi raptada na saída da escola.

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Seu corpo foi encontrado um dia depois, em um terreno baldio, com marcas severas de tortura e abuso sexual. Apesar da imensa pressão pública na época e de suspeitas que rondavam filhos de figuras influentes do poder, o crime prescreveu sem que nenhum culpado passasse um dia sequer atrás das grades.

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Seu túmulo é um dos mais visitados no cemitério da cidade, sendo cultuada por devotos que creem em milagres concedidos pela menina, agora considerada uma santa popular.

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Priscila Belfort (2004): o desaparecimento nunca elucidado

Embora não tenha sido confirmada como homicídio, o desaparecimento de Priscila Belfort é um dos mistérios mais conhecidos do país. Ela sumiu após sair do trabalho no Rio de Janeiro em 2004 e nunca mais foi encontrada.

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O lutador Vitor Belfort, irmão da vítima, sempre usou sua visibilidade na mídia para procurar Priscila. A família criou uma campanha que estampou camisetas com retratos da jovem e espalhou 30 fotos gigantes dela pela cidade.

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Ao longo dos anos surgiram diversas linhas de investigação, mas nenhuma conclusão definitiva sobre seu destino. O caso permanece em aberto e sem respostas concretas.