Operação da PF faz políticos e empresários trocarem celulares em Brasília

Após o avanço da Operação Compliance Zero, políticos, empresários e advogados iniciam troca de chips e celulares nos bastidores de Brasília

O avanço da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que pegou em cheio Daniel Vorcaro (Master), a direção do BRB e a cúpula do GDF, pode ter ensinado algo aos poderosos de Brasília. Foto: Divulgação

O avanço da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que pegou em cheio Daniel Vorcaro (Master), a direção do BRB e a cúpula do GDF, pode ter ensinado algo aos poderosos de Brasília. Foto: Divulgação

O ‘maldito’ telefone

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O avanço da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que pegou em cheio Daniel Vorcaro (Master), a direção do BRB e a cúpula do GDF, pode ter ensinado algo aos poderosos de Brasília.

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Começou no Congresso Nacional, entre advogados graúdos e mega empresários um movimento discreto e intenso de troca de chips de celulares – e em alguns casos até o abandono dos aparelhos pelos mais desconfiados.

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Desde o seu 1º mandato, por exemplo, o presidente Lula da Silva não tem celular. Usou e ainda usa os das esposas, de seguranças (já notório) e de motoristas.

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Assim tem sido com a nova safra: faxineiros, copeiros, garçons e motoristas estão cedendo seus nomes para os chefões do patronato e da política falarem ao telefone celular sem medo. Lula, aliás, pode ter aprendido essa máxima com o veterano Tancredo Neves, numa noite de fogueira na fazenda do congressista na cidade de Cláudio (MG), há uns 40 anos, quando o Barba o visitou.

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Tancredo repetia que telefone (o fixo, à época) era só para agendar reunião, e no lugar errado. Naquela noite, Tancredo soltou para o jovem neto Aécio Neves: esse rapaz sindicalista será presidente da República. A dica deve ter ajudado.

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Dois destinos

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A Medida Provisória nº 1.368, da última sexta (18), que abriu crédito extraordinário de R$ 8 bilhões no Ministério de Portos e Aeroportos, já tem destino certo de concessionárias.

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Entre outras, para a expansão do Aeroporto de Congonhas (SP) e a salvação – já perdmos a conta de quantas vezes – do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro – uma das principais portas de entrada e ainda gigante e feio.

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Melhor que loteria

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A política abre as portas da sorte para muita gente no Brasil, mostra a literatura do Poder. Não é diferente em Rondônia. O patrimônio declarado do pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Adailton Fúria, subiu  mais de 400% desde que entrou para a política.

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Ele é ex-prefeito de Cacoal, e o indicado de Gilberto Kassab para a disputa. Foram 421% entre 2012 e 2024, aponta a prestação de contas. Veja mais em nosso site.

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Padre CEO

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O padre Anderson Antonio Pedroso, reitor da PUC-Rio desde 2022, tem sido elogiado em Brasília, e entre reitores de universidades do Brasil e até no Vaticano, pela gestão implementada na conhecida faculdade carioca.

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Ele deu um choque de gestão nas contas e finanças, reduziu à metade o déficit estrutural em educação e pesquisa. 

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Tem superávit global de R$ 81 milhões, e reserva financeira perto de R$ 400 milhões. Nada mal.

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Que lixo!

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O Aterro Sanitário de Salvador continua cheirando muito mal – nas contas e no bolso do povo. A Justiça da Bahia suspendeu os efeitos da renovação de um contrato de R$ 2,67 bilhões.

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Na mira, estão a gestão do prefeito Bruno Reis e a Battre, concessionária que toca a operação do Aterro, num aditivo firmado sem licitação…

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Além disso, houve prorrogação de 20 anos na concessão em meio a polêmicas ambientais.

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Fogo na panela

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Dono de dois restaurantes à beira-rio na histórica Pirenópolis – reduto de luxo dos goianos e brasilienses – o norte-americano Orion Dix Paranhos virou alvo da Polícia Civil após B.O. de Maria dos Santos Garcia, moradora de rua.

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Ele a agrediu com três chutes num banco de praça, a culpando, sem provas, por ter quebrado tampa de caixa de esgoto. O empresário ganhou a antipatia de toda a cidade. Não conseguimos contato.