Uma mulher de 47 anos escapou da morte após ser arrastada por uma forte onda para o oceano na costa da Califórnia, nos Estados Unidos. O incidente aconteceu na última terça-feira (16/6), próximo ao píer de Pacifica, e foi registrado por uma câmera de monitoramento da região. Após passar vários minutos à deriva, a pescadora Bae Cadotte foi resgatada por pessoas que estavam no local.
Em entrevista à emissora ABC News, Cadotte relembrou os momentos de tensão e afirmou que sentiu como se tivesse sido “engolida” pelo mar ao ser atingida pela correnteza.
“Ela me engoliu. Naquele instante eu sabia que seria levada junto. Não havia como escapar”, relatou.
As imagens do acidente mostram a mulher sendo derrubada pela força da água e arrastada para cerca de nove metros da faixa de areia. Segundo a vítima, a sensação era semelhante à de estar dentro de uma máquina de lavar, sendo lançada violentamente pelas ondas.
Pescadora decidiu não lutar contra a correnteza
Durante o período em que permaneceu no mar, Cadotte contou que optou por não tentar enfrentar a força da água.
“Eu apenas deixei acontecer. Não adianta lutar contra uma onda surpresa”, explicou.
A mulher revelou ainda que, ao acreditar que poderia não sobreviver, fez uma oração.
“Fechei os olhos e pedi a Deus que não me deixasse abandonar meu filho”, disse.
O resgate foi realizado por pescadores que testemunharam a cena. Eles lançaram uma corda em direção à vítima e conseguiram trazê-la de volta à praia. Pouco depois, equipes de emergência chegaram ao local para prestar atendimento.
Recuperação e alerta sobre os riscos do oceano
Após o resgate, Bae Cadotte foi encaminhada ao Hospital Geral Zuckerberg, em São Francisco. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, ela recebeu tratamento para hipotermia e para uma lesão cervical causada pela violência do impacto das ondas. Atualmente, a pescadora segue se recuperando em casa.
Moradora de Pacifica, Cadotte também atua em iniciativas voltadas à preservação do píer da cidade, que permanece fechado devido a problemas estruturais. Depois do acidente, ela utilizou as redes sociais para destacar a importância da estrutura na segurança dos frequentadores da região.
“O píer salva vidas. As ondas traiçoeiras tiram vidas. O oceano não é nosso amigo. Ele é indiferente. Precisa ser respeitado. É belo, mas também feroz”, escreveu.
A pescadora ainda defendeu a reconstrução e revitalização do local, afirmando que o píer é um importante ponto de encontro para moradores e turistas e uma verdadeira “joia escondida” da comunidade de Pacifica.
