Nesta terça-feira (4), a Prefeitura de Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, informou que as escolas municipais seguirão fechadas até o final deste ano. Esta é a quinta cidade a optar pela não reabertura das instituições, além de Vargem Grande, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra optaram por não retomar as aulas presenciais.
Retomada no Estado
Em junho, o governo estadual anunciou que a retomada das aulas presenciais deverá acontecer em 8 de setembro. Inicialmente apenas regiões que estivessem há pelo menos 28 dias seguidos na fase amarela do Plano São Paulo poderiam reabrir as escolas.
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No entanto, um novo decreto publicado mudou a regra. Agora, a regra define que pelo menos 80% da população do estado devem estar por 14 dias em regiões na fase amarela e 100% nos próximos 14 dias para que as aulas presenciais sejam autorizadas em 8 de setembro. A reclassificação do Plano São Paulo será divulgada na próxima sexta-feira (7).
Se o governo autorizar a retomada, as cidades têm autonomia para adotar ou não a medida.
Outras cidades
Em julho, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, anunciou que a rede municipal de ensino de Mauá não deve retomar as aulas presenciais neste ano. A medida foi divulgada em uma transmissão online.
Na primeira semana de julho, o prefeito de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB), anunciou que a prefeitura vai planejar a retomada das aulas, mas quer saber a opinião dos pais. Para participar da pesquisa de intenção sobre o retorno às aulas presenciais, os profissionais devem acessar o site www.educataboao.com.br.
O prefeito de Diadema, cidade do ABC paulista, Lauro Michels, não acredita que as aulas virtuais conseguem substituir o aprendizado presencial. “Esse ano está perdido. O pai de aluno que falar que o filho teve um aproveitamento de 100% de conhecimento, ele não tá falando a verdade”, afirma.
Michels também ressalta que o município não tem o valor necessário para investir em equipamentos de proteção. “Do ponto de vista financeiro, só de máscara nós gastaríamos R$ 250 mil por mês com 30% da rede voltando. Então seriam alunos escalonados, uma vez por semana na escola”, destaca o prefeito.
Já em São Bernardo do Campo, também no ABC paulista, o prefeito Orlando Morando quer um calendário próprio. “Nós poderemos voltar com as aulas presenciais ainda este ano. Tudo isso vai depender de como vai evoluir a pandemia. Se nós formos reduzindo, diminuindo a ocupação de UTI, diminuindo ocupação nos hospitais, percebendo claramente que está diminuindo o índice de contaminação na cidade, nós poderemos sim voltar com aulas presenciais ainda no mês de outubro”, afirmou Morando.
