O vai e vem do leilão de Tarsila do Amaral

A tela da artista, intitulada 'Caipirinha', é alvo de uma disputa judicial e tem o lance mínimo de R$ 47 milhões

Considerada por Tarsila uma de suas melhores obras, 'A Caipirinha' foi pintada em 1923

Considerada por Tarsila uma de suas melhores obras, 'A Caipirinha' foi pintada em 1923 | Divulgação

O leilão de uma obra da pintora modernista Tarsila do Amaral (1886-1973) está movimentando não só o mercado de artes, mas também os tribunais. Isso porque a tela, intitulada “Caipirinha”, é alvo de uma disputa judicial.

Adquirida nos anos 1990 pelo empresário Salim Traufic Shahin, a obra foi penhorada pela Justiça para pagar as dívidas do empresário, com cerca de 12 bancos, após sua empresa petrolífera ser envolvida no escândalo da Lava Jato e falir. O filho de Salim, contudo, Carlos Eduardo Shahin, alega ter comprado o quadro do pai antes de todos os problemas, que começaram em 2014.

Carlos Eduardo entrou, então, na Justiça, para impedir a venda da obra, o que foi negado em primeira e segunda instância, ele está recorrendo.

O leilão agora deve ocorrer no próximo dia 17 de dezembro na casa de leilões Bolsa de Arte, em São Paulo, o lance mínimo é de R$ 47 milhões, o que é um recorde para uma obra brasileira. Caso o quadro seja arrematado, contudo, o valor pago deverá ficar depositado até que a Justiça resolva em definitivo a quem pertence a obra.

Considerada por Tarsila uma de suas melhores obras, a “Caipirinha” foi pintada em 1923, durante uma viagem da artista com Oswald de Andrade em Paris. O quadro, óleo sobre tela, possui 60 cm X 81 cm.