PF prende membros do Tribunal de Justiça da Bahia em operação contra corrupção

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e um de prisão preventiva

Sede do TJ-BA

Sede do TJ-BA | Divulgação/Tribunal de Justiça do Estado da Bahia

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (14) dois mandados de prisão temporária, um de prisão preventiva e outros 16 mandados de busca e apreensão na Operação Faroeste, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Poder Judiciário da Bahia.

As prisões foram determinadas pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo e autorizadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Como a investigação está sob segredo de Justiça, os nomes dos alvos não foram divulgados. Entre os presos, estariam duas desembargadoras, segundo a “TV Globo”, mas a informação não foi confirmada pelo Ministério Público.

O Ministério Público Federal também autorizou os afastamentos de sete investigados de suas funções públicas pelo prazo de um ano, a partir desta segunda-feira. Os detentores de funções públicas foram proibidos de acessar as dependências dos respectivos órgãos onde trabalham e de manter contato com funcionários desses órgãos.

Primeira fase

A Operação Faroeste foi deflagrada em novembro de 2019 e o objetivo inicial era investigar a existência de suposto esquema de venda de decisões no TJ-BA com o envolvimento de ao menos quatro desembargadores.

As investigações apontaram o envolvimento de um integrante de alto escalão e de servidores de outros órgãos do estado.

A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, foi presa na primeira fase da operação.

Na ocasião, também foram alvos os desembargadores Gesivaldo Britto, Maria da Graça Osório Pimentel e José Olegário Caldas, além dos juízes Marivalda Moutinho e Sérgio Humberto Sampaio.

Segundo o despacho do ministro Og Fernandes, eles são suspeitos de integrar um esquema criminoso que atua “de forma estruturada e com divisão clara de suas tarefas” para a obtenção de vantagens econômicas por meio de corrupção.