O Brasil pode receber apenas 1,6 milhão de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford no primeiro trimestre deste ano e no segundo trimestre 6 milhões, segundo previsão do consórcio internacional Covax. De acordo com documento publicado nesta quarta-feira (3), dos 10.672.800 de doses dos imunizantes contra a Covid-19 alocadas para o País no primeiro semestre, cerca de 3 milhões serão adiadas para o segundo semestre.
O Ministério da Saúde esperava de 10 milhões a 14 milhões de doses. A estimativa da Covax reflete dificuldades de autorização, produção e distribuição que têm afetado campanhas de vacinação em vários lugares do mundo. Apesar disso, novos cortes ou adiamento nos prazos não estão descartados, alertou o consórcio.
Para ser distribuído pelo consórcio, um imunizante precisa ter recebido autorização do departamento de vacinas da OMS, o que ainda não ocorreu com o produto da AstraZeneca. A empresa não enviou ainda todos os dados necessários, de acordo com o balanço mais recente da entidade, e a autorização não é esperada para antes da segunda metade de fevereiro.
Há também exigências burocráticas envolvendo a transferência das vacinas do consórcio para os países que por serem mais complexas levam algum tempo para serem cumpridas. Além disso, a chegada das vacinas depende também da capacidade de produção -os imunizantes que a Covax mandará para o Brasil virão de uma unidade na Coreia do Sul- e da oferta de transporte.
Na segunda-feira (1º), a diretora do departamento de imunizantes da OMS, Mariângela Simão, alertou sobre “gargalos na produção de vários fabricantes” e sobre o risco de que “os volumes sejam menores que os esperados”.
Para todos os países que, como o Brasil, receberão doses da fábrica sul-coreana, o documento publicado nesta quarta ressalva que 15% do volume está previsto para o primeiro trimestre, 56% para o segundo trimestre e o restante, até o final do ano.
*Com informações de Folhapress
