Bolsonaro é acusado de fazer showmício na Festa do Peão de Barretos, em SP

PDT diz que o presidente fez showmício no festival, considerado a meca do sertanejo, o que é proibido pela legislação eleitoral

Bolsonaro, que voltou ao Brasil na semana passada após 89 dias de exílio voluntário na Flórida, diz que não há motivos para ser tornado ilegível

Presidente Jair Bolsonaro esteve presente na Festa do Peão de Boiadeiro, que ocorreu em Barretos, no interior de São Paulo. | Reprodução/Facebook/Jair Bolsonaro

O Partido Democrático Trabalhista, o PDT, entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra a participação de Jair Bolsonaro na Festa do Peão de Boiadeiro, que ocorreu em Barretos, no interior de São Paulo.

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O PDT diz que o presidente fez showmício no festival, considerado a meca do sertanejo, o que é proibido pela legislação eleitoral. O partido aponta que a participação “não ocorreu em tons neutros” e que “não satisfeito em gabaritar o diverso rol de irregularidades eleitorais, Bolsonaro ainda desceu do palco estruturado com aparatos de campanha para dar duas voltas a cavalo na arena e animar o público”.

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Procurado, o PL não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

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Bolsonaro chegou ao estádio de rodeios às 22h30, acompanhado de uma comitiva que incluía o empresário Luciano Hang, um de seus seguidores mais próximos, e o candidato ao governo paulista Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

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O ato com o presidente teve a apresentação do jingle de campanha, xingamentos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, o Partido dos Trabalhadores, e discurso no palco.

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Enquanto era apresentado pelo locutor Cuiabano Lima como um misto de herói e salvador, Bolsonaro estava o tempo todo ao lado de Jeronimo Luiz Muzetti, presidente de Os Independentes, associação que organiza a festa.

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O PDT defende na representação que o discurso tinha “nítido viés eleitoral” e que era destinado ao público-alvo do evento, o da agropecuária. Eles também dizem que o evento foi transmitido em lives no YouTube fora dos endereços que a candidatura informou à Justiça Eleitoral.

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Por isso, o partido pede tanto a retirada dos vídeos que estão na plataforma quanto a proibição de que Bolsonaro adote conduta semelhante em outros eventos nas próximas semanas, às vésperas das eleições.

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O ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles, também participou da Festa do Peão. No microfone, ele elogiou o agronegócio e Braga Netto, candidato a vice de Bolsonaro, além de dizer que o presidente é insubstituível.

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Eduardo Bolsonaro também esteve no Parque do Peão e gravou vídeo sugerindo que Lula participe do evento.

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A relação de Bolsonaro com o evento antecede sua chegada ao Planalto. Antes disso, ele já tinha discursado na arena, defendido o agronegócio e dito que era um soldado dos produtores rurais.