Sobra mês e falta salário?

Converse com sua família e juntos recoloquem o trem nos trilhos novamente

Consumidores que pagarem uma ou mais dívidas que juntas somarem R$ 300 terão direito ao Auxílio-Dívida de até R$ 100

Se há dívidas bancárias, procure seu banco para tentar renegocia-las, o ideal é reduzir o valor mensal das parcelas | Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Caro(a) Leitor(a), se isto está acontecendo com você e sua família, precisamos conversar um pouco. 

Porém, é importante deixar claro que os problemas de endividamento familiar não estão relacionados ao quanto se ganha ou ainda à renda total da família.  

O problema do endividamento surge a partir do momento em que a família passa a gastar além da conta, adquire aquilo que não é verdadeiramente necessário, assume carnês de longo prazo, independente da taxa de juros embutida, ou ainda compra os conhecidos produtos da “moda”, como o celular de última geração, aquela tv que é maior do que a parede onde será instalada, e assim por diante. 

As principais dívidas das famílias brasileiras são: o cartão de crédito, os carnês de lojas varejistas, o financiamento do carro e da casa, além do cheque especial e empréstimos de modo geral (pessoal ou consignado). 

Apesar de tudo isto, não desanime, pois existe luz no fim do túnel e não é o farol de um trem! 

Algumas dicas ou sugestões podem ajudar a trazer as finanças de sua família de volta para os eixos, acompanhe: 

Abra o jogo com sua família de maneira bem franca, exponha a situação financeira em que TODOS se encontram; 

Relacione todas as despesas e gastos mensais, mesmo aquelas de menor valor; 

Mostre também a renda total da família. Esta informação é muito importante, pois dela serão deduzidas todas as despesas mensais; 

Separe um tempo para analisarem a fatura do cartão de crédito, despesa por despesa. Se questionem sobre a real necessidade de cada gasto da fatura; 

Verifiquem as contas de água, energia, telefone, tv por assinatura e plano de internet. Juntos identifiquem o que pode ser reduzido, como por exemplo: banhos mais rápidos, menos luzes acesas, redução da quantidade de canais da tv por assinatura, etc; 

Se tiver que atrasar algum pagamento, dê preferência às contas com juros menos elevados. Esta é apenas e tão somente uma solução paliativa, não deixe se tornar comum esta prática; 

Se há dívidas bancárias, procure seu banco para tentar renegocia-las, o ideal é reduzir o valor mensal das parcelas. 

Perceba que se propõe, por meio da conscientização e participação de todos os membros da família, alcançar uma forma para mudar a situação financeira em que se encontram. 

Assim, tornam-se mais verdadeiras as decisões tomadas, bem como ressalta-se o senso comum de economizar em tudo o que é possível. 

Lembre-se sempre que nenhuma situação é eterna, tudo muda. Assim também ocorre com as finanças. Então, organizem-se e busquem sair desta situação financeiramente desconfortável o mais rápido possível. 

Boa sorte!  

Tire suas dúvidas: [email protected] 

 

Sérgio Biagioni Junior trabalhou mais de 25 anos no mercado financeiro, é formado em Adm de Empresas, Pós Graduado em Banking, MBA em Controladoria e Custos. Cursa Pós Graduação na PUC-RS em Planejamento Financeiro e Finanças Comportamentais. Atualmente é Mentor e Planejador Financeiro especializado em  Profissionais Liberais, Pessoas Físicas e Finanças Familiares.