Para dormir melhor: 5 dicas para lidar com roncos

Ronco não é brincadeira - veja como identificar e amenizar a apneia do sono

Alguns tipos de roncos serem normais, por exemplo, quando estamos gripados (e respiramos pela boca)

Alguns tipos de roncos serem normais, por exemplo, quando estamos gripados (e respiramos pela boca) | Divulgação

Dormir bem é uma parte importante de toda e qualquer rotina saudável. Mas, às vezes, o ronco é o grande vilão das boas noites de sono. Seja para quem ronca, seja para o parceiro ou parceira do roncador, lidar com noites repletas de roncos não é fácil para ninguém.

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Apesar de alguns tipos de roncos serem normais, por exemplo, quando estamos gripados (e respiramos pela boca), depois do consumo de álcool ou quando estamos muito cansados, o ronco pode ser um sinal de apneia do sono.

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“Nessa condição de saúde existe uma interrupção da passagem do ar na respiração, com a diminuição na quantidade de oxigênio no sangue”, explica a Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista membro da ABORL-CCF. “Isso traz grandes problemas para a saúde. A presença da apneia do sono está associada, por exemplo, ao aumento do risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, derrame e diabetes.”

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Considerando tudo isso, a Dra. Maura pensou em cinco dicas essenciais para lidarmos com os roncos.

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1. Se roncar, procure o médico

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Não existe meio-termo por aqui: se você ronca, deve procurar um médico o mais rápido possível. Principalmente se você responder ‘sim’ a uma dessas perguntas:

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  • O meu parceiro/a ou companheiro/a de quarto tem queixas de que eu ronco regularmente?
  • Eu ganhei peso ou parei de me exercitar recentemente?
  • Eu tenho membros da família que roncam?

2. Atente-se aos sinais

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Na dúvida se você está roncando além da conta? Vale a pena ficar de olho em alguns dos principais sinais da apneia do sono:

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  • Boca seca ao acordar
  • Sonolência diurna ou fadiga
  • Sono fragmentado
  • Dor de cabeça matinal
  • Dificuldade na concentração e perda de memória
  • Irritabilidade

3. Faça uma polissonografia

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Um dos principais exames que o médico otorrinolaringologista vai pedir é uma polissonografia. “Nele, verifica-se o tempo de sono, a frequência cardíaca e as porcentagens dos estágios de sono, além da quantidade de apneias e microdespertares”, explica. “Também associamos os sintomas clínicos de sonolência diurna, que avaliam a chance de cochilarmos em situações cotidianas.”

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4. Siga uma rotina saudável

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É claro que o tratamento vai depender de cada caso, no entanto, existe uma conclusão certeira na comunidade médica: a mudança de hábitos de vida pode, sim, melhorar a qualidade do sono.

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Manter uma rotina de exercícios físicos e perder o excesso de peso são dois pontos importantes, nesse caso. Evitar jantares muito pesados e gordurosos, dormir de lado (e não com a barriga para cima) e evitar o consumo de bebidas alcoólicas também faz parte das mudanças que fazem a diferença no tratamento da apneia.

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5. Busque o tratamento adequado

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As mudanças no estilo de vida são essenciais nesse processo, porém, pode ser necessário também um tratamento médico para os casos mais graves de apneia do sono.

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“Esses tratamentos envolvem cirurgia, uso de aparelhos intraorais, CPAP e fonoterapia para fortalecimento da musculatura do pescoço. Cada uma destas opções será avaliada, caso a caso, e depende da severidade da apneia”, finaliza.