Inflação dos alimentos volta a subir em SP e preço do etanol aumenta pela quinta semana

Primeira quinzena de outubro fechou com alta de 0,53% no preço dos alimentos

As maiores altas foram observadas nos hortifrútis, com destaque para as frutas (+5,5%) e para os legumes (+1,6%)

As maiores altas foram observadas nos hortifrútis, com destaque para as frutas (+5,5%) e para os legumes (+1,6%) | Divulgação

O preço dos alimentos fechou a primeira quinzena de outubro com alta de 0,53%. E essa inflação ocorreu tanto nos alimentos industrializados quanto nas frutas, verduras e legumes, além das refeições fora do lar. O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) levou em consideração exclusivamente os preços praticados na Capital, no período entre 16 de setembro e 15 de outubro.

As maiores altas foram observadas nos hortifrútis, com destaque para as frutas (+5,5%) e para os legumes (+1,6%). Os campeões da inflação foram a batata (+26%) e a cebola (+6%). 

Outra má notícia é que o preço do frango subiu. Nesse segmento, só a carne suína manteve o recuo das semanas anteriores.

E o aumento de 92,3% nas exportações de milho entre janeiro e setembro, apurado pela Companhia Nacional de Abastecimento, também impactou o fubá e a farinha de milho, destaques da carestia entre os alimentos industrializados.

Já nas usinas paulistas foi o preço do etanol que disparou. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), o hidratado já subiu 20,46% desde 16 de setembro. Esse é o biocombustível que vai direto para o tanque dos veículos. Enquanto isso, o etanol anidro, que é misturado à gasolina, registrou alta de 7,72% em 30 dias.

A Agência Nacional do Petróleo também anunciou na última segunda-feira uma alta de 1,5% nos preços da gasolina. Este foi o primeiro aumento desde junho, interrompendo a sequência de 15 quedas semanais.

Sol e vento contra…

As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) pela queima de combustíveis fósseis devem aumentar 1% neste ano, com quase 300 milhões de toneladas a mais que em 2021. Este aumento é menor do que o salto de quase dois bilhões de toneladas em 2021.

…o efeito estufa…

Apesar do aumento no uso de carvão após a disparada nos preços do gás natural com a guerra na Ucrânia, as energias renováveis e os veículos elétricos frearam o aumento. Sem as novas fontes de energia solar e eólica as emissões de CO2 teriam sido 600 milhões de toneladas maiores neste ano.

…na COP27

Os números foram divulgados nesta semana pela Agência Internacional de Energia e antecedem a 27ª Conferência da ONU Sobre Mudanças Climáticas (COP 27), que acontece de 6 a 18 de novembro, no Egito.

Brasil desenvolve vidro…

No Brasil, uma fábrica de vidro acaba de se tornar pioneira no mundo na utilização de biometano nos fornos industriais. Esse biocombustível é produzido pela digestão por bactérias de materiais orgânicos como resíduos agrícolas, esterco animal, esgoto doméstico e resíduos sólidos urbanos. 

…sustentável com biometano

A utilização do biocombustível pela Wheaton na fábrica de São Bernardo do Campo evitará a emissão de aproximadamente 7 mil toneladas de CO2 por ano. Segundo a empresa, isso equivale ao plantio de mais de 50 mil árvores. O CO2, o metano e o óxido nitroso são os principais causadores do aquecimento global.

Filosofia do campo:

“A poesia não está nos versos. Por vezes, ela está no coração…”, Jorge Amado (1921/2001), escritor nordestino.