Acusado de assassinar policial da Rota passa por nova audiência e seguirá preso

O homem aguarda para ser levado para a penitenciária, segundo o advogado Eduardo Jorge, que representa Kaique

A audiência de prisão temporária (válida inicialmente por 30 dias) ocorreu para analisar se houve alguma ilegalidade na prisão de Kaique Coutinho do Nascimento, vulgo Chip

A audiência de prisão temporária (válida inicialmente por 30 dias) ocorreu para analisar se houve alguma ilegalidade na prisão de Kaique Coutinho do Nascimento, vulgo Chip | Reprodução/Instagram Guilherme Derrite

O homem preso pela morte de um soldado da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) passou pela segunda audiência e seguirá preso no estado de São Paulo. Ele foi transferido de Uberlândia (MG) para Santos, no litoral paulista, nesta quinta-feira (15).

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Segunda audiência aconteceu em Santos. A audiência de prisão temporária (válida inicialmente por 30 dias) ocorreu para analisar se houve alguma ilegalidade na prisão de Kaique Coutinho do Nascimento, vulgo Chip. Como a Justiça entendeu que a prisão foi adequada, decidiu que ele deve permanecer preso.

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Depois da audiência, ele foi interrogado pela Polícia Civil. O homem aguarda para ser levado para a penitenciária, segundo o advogado Eduardo Jorge, que representa Kaique. A defesa informou à reportagem ainda não ter um posicionamento sobre o caso porque solicitou acesso aos autos do processo somente nesta sexta-feira (16).

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A reportagem apurou que Kaique deu entrada na Penitenciária I de São Vicente, também no litoral paulista.
Kaique já havia passado por audiência em Minas Gerais na tarde desta quinta. A reportagem apurou que ele disse à Justiça que não foi agredido no momento da prisão. Após a audiência, o preso foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame de corpo de delito. Depois, ele foi matriculado no Presídio Professor Jacy de Assis, em

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Uberlândia, para poder ser transferido ao sistema penitenciário de São Paulo, chegando ao estado na noite de quinta-feira (16).

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Processo por assassinato de soldado tramita em segredo de justiça. A informação é do TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo).

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PRESO CONFESSOU O CRIME, DIZ POLÍCIA 

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Kaique confessou o crime quando foi detido. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, Kaique disse que estava no local do crime e com a arma usada para matar o soldado da Rota.

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Polícia recebeu denúncia anônima sobre um ponto de venda de drogas. No local denunciado, um homem, já conhecido pela polícia local e identificado apenas como “Ricardinho”, foi abordado pelos agentes, que encontraram uma porção de maconha em uma pochete e uma quantidade de dinheiro. Ele foi preso.

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Na sequência, os policiais foram até apartamento de Ricardinho e encontraram Kaique no local. Durante a abordagem dos policiais, Kaique falou um nome diferente, mas depois de várias pesquisas os agentes descobriram que ele estava mentindo e tinha um mandado de prisão em aberto pela ocorrência em Santos.

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Dupla foi presa em flagrante. A polícia apreendeu com os dois homens cerca de 20 munições, celular, porções de drogas e R$ 10 mil. Nenhum dos dois resistiu à prisão. A informação foi divulgada pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo).

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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo havia oferecido R$ 50 mil por informações do paradeiro de Kaique. Segundo o secretário da pasta, ele tem antecedentes por tráfico de entorpecentes e histórico como adolescente infrator.

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CÂMERA CORPORAL GRAVOU PM DA ROTA SENDO BALEADO 

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A câmera corporal do soldado da Rota Samuel Wesley Cosmo capturou o momento em que ele foi atingido pelo criminoso.

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Imagens mostram o soldado acompanhado de mais dois policiais da Rota. Eles andam até o final de uma rua estreita entre casas. Em um momento, o soldado Cosmo volta sozinho e entra em uma viela, onde saca a arma. Logo depois, ele encontra um o criminoso no cruzamento entre dois becos, é atingido e cai no chão.
Soldado foi ferido com tiro no olho. Ele foi levado à Santa Casa de Santos em estado gravíssimo e morreu à noite.

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O crime ocorreu por volta das 17h30 do dia 2 de fevereiro, na avenida Brigadeiro Faria Lima, no bairro Rádio Clube.

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Cosmo atuou na Operação Escudo. Na noite de 27 de julho do ano passado, o soldado se envolveu em uma ocorrência na Comunidade da Prainha. Ele e a equipe de Rota faziam patrulhamento e disseram ter trocado tiros com três suspeitos, sendo que um deles foi alvejado e dominado e os outros dois fugiram.

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Soldado foi enterrado na cidade de São Paulo. Após velório na sede da Rota, a cerimônia de sepultamento de Samuel Wesley Cosmo ocorreu no Cemitério do Araçá, zona oeste da capital.