Marcha da Maconha de SP protesta contra PEC das Drogas e violência policial

Manifestação tem concentração marcada em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital

A maconha, segundo estudos, pode ser prejudicial para a saúde cardiovascular

Marcha da Maconha em SP | Ahmed Zayan/Unsplash

A Marcha da Maconha de SP está marcada para o início da tarde deste domingo (16) com o objetivo de reivindicar a legalização da substância e protestar contra o avanço da PEC das Drogas no Congresso Nacional.

Com o eixo Bolando o Futuro sem Guerra, a manifestação tem concentração marcada às 14h20, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital. A passeata descerá a Rua Augusta em direção à Praça da República, no centro da cidade.

O movimento afirma que a proibição da maconha serve de pretexto para perseguição da população negra que vive nas áreas periféricas das grandes cidades.

“A grande mentira da proibição é repetida para sustentar a indústria das armas, prisões e chacinas. Uma ideologia racista que transforma a corrupção em rotina, alimentando mercados armados, violentos e lucrativos que crescem dia após dia”, diz o manifesto da marcha de 2024, enfatizando que a ilegalidade das drogas é sustentada por mentiras, que vão contra evidências científicas.

PEC das Drogas

Na última quarta-feira (12), a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC das Drogas, que visa constitucionalizar a criminalização do porte de entorpecentes.

A proposta foi apresentada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e aprovada por ampla maioria dos senadores em abril, como uma reação ao julgamento no STF que pode descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal.

Conforme o processo legislativo de uma PEC, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deverá designar uma comissão especial para tratar do mérito da proposta, que terá um prazo de 40 sessões para votar o texto.