Hermes e Renato relembra Fausto Fanti: ‘Punk do humor’

'Ele nunca curtiu os holofotes, a mídia em si, os tapinhas nas costas', escreveu o Hermes e Renato sobre o companheiro

Fausto Fanti, como o personagem Claudio Ricardo, em uma participação no Hermes e Renato

Fausto Fanti, como o personagem Claudio Ricardo, em uma participação no Hermes e Renato | Reprodução

Os integrantes do Hermes e Renato exaltaram Fausto Fanti nesta terça-feira (30/7), quando se completaram 10 anos da morte do comediante. Segundo o grupo, Fausto era “um punk do humor”.

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“Ele nunca curtiu os holofotes, a mídia em si, os tapinhas nas costas e apertos de mãos da politicagem midiática. Era um Punk do Humor, como citou uma vez”, escreveu a trupe, pelas redes sociais.

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“Essa ideologia marca o nosso legado humorístico como obra. Essa ideologia trouxe pra nós uma certa blindagem que nos dá muito orgulho e seguimos assim. E pra onde formos iremos sempre honrar sua mente genial e geniosa”, continuou.

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‘Vive em nós’

Ainda segundo os integrantes, a falta de Fausto representa uma ausência, física, mas nunca uma ausência em si. “Sua marca, seu legado, suas obras e ideias vivem em todos nós”, afirmou ainda.

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O grupo atualmente é formado por Marco Antônio Alves, Felipe Torres e Adriano Pereira. O irmão de Fausto, Franco Fanti, também faz participações.

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Quem foi Fausto Fanti

Fausto iniciou a trajetória artística na década de 1990 na cidade de Petrópolis, no interior do Rio, ainda de forma amadora. Nessa época já estava ao lado dos companheiros que lhe acompanhariam vida afora: Marco Antônio Alves, Felipe Fagundes, Adriano Silva e Bruno Sutter.

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Chegada à MTV

Ao mandar uma fita de VHS para a MTV, em 1999, Fausto conseguiu que o Hermes e Renato passasse a fazer participações fixas na emissora paulista. O primeiro episódio foi o do Bingo da Amizade, com um humor anárquico, nonsense e pastelão. Sobretudo, como um grande retrato escrachado do Brasil real.

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O Hermes e Renato deu ao Brasil personagens que se tornaram parte da cultura nacional: Joselito, o jovem violento e sem-noção; Boça, o paulistano pouco esperto e que se empolga com os temas mais desinteressantes existentes; Detonator, o líder de rock com voz fininha e; Hermes e Renato, a dupla de malandros cariocas que sempre se dava mal no fim.

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Os episódios traziam uma visão sobre o povo brasileiro poucas vezes vistas, principalmente com releituras de personagens da cultura pop nacional.

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Ida para a Record

Em 2009, com a decadência da MTV, o grupo resolveu migrar para a Record, para participar do Legendários, comandado por Marcon Mion. Apesar de ter uma liberdade menor, o quinteto construiu programas épicos, como os do quadro Repórter Boato.

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Três anos depois, o grupo retornou à MTV, emissora que acabaria logo depois. Tempo suficiente para fazer novos esquetes que se tornaram clássicos.

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A morte de Fausto

O grupo foi anunciado para estrear na Fox no fim de 2014. Não deu tempo. Fausto foi encontrado morto em casa. Ele sofria de depressão.

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“A gente nunca imaginaria que um líder intelectual de um grupo tivesse depressão. A gente pensava, erroneamente, que o cara com depressão não consegue levantar da cama, mas não é isso. É o cara que tem uma vida normal, mas tem uma tristeza profunda que não sabe o porquê”, analisou Sutter, o companheiro de grupo, anos depois.

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“Era um gênio”, resumiu a também humorista Tatá Werneck.