China fez oferta de R$ 9 trilhões por cidade brasileira; saiba qual

Os chineses quase "compraram" o município da Paraíba e a intenção era transformar a metrópole em um grande centro futurista

A cidade de Marataca virou tema nos últimos meses devido à oferta que a China fez para comprar o município

A cidade de Marataca virou tema nos últimos meses por | Reprodução/Youtube/@Vendo o Brasil de Cima

Em um caso polêmico que ocorreu em dezembro de 2023, uma empresa chinesa quase “comprou” uma cidade do nordeste brasileiro por cerca de R$ 9 trilhões.

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O município de Marataca, que fica no estado da Paraíba e que conta hoje com cerca de 8,3 mil habitantes, era o alvo. O intuito dos chineses era transformá-la em uma metrópole futurista.

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Toda a cidade seria reconfigurada e seria construído um porto offshore de última geração, com infraestrutura da mais alta tecnologia. Porém, algo parece não ter dado certo.

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Entre promessas grandiosas e muitas suspeitas, o projeto foi cancelado, deixando a cidade de volta ao seu ritmo tranquilo. A seguir, a Gazeta conta mais detalhes sobre o caso de Mataraca. 

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Veja algumas projeções de como Mataraca se a venda tivesse acontecido

O que aconteceu?

A cidade de Mataraca virou o centro das atenções ao ser anunciada como o mais novo foco de investimento da China no Brasil. 

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Com uma economia baseada no turismo e na mineração, o município estava prestes a passar por uma transformação radical

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O plano, anunciado por um grupo de investidores chineses denominado Brasil CRT, envolvia um investimento impressionante.

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A promessa de desenvolvimento causou grande expectativa entre os moradores e autoridades locais. Isso porque um protocolo de intenções chegou a ser assinado em um evento que contou com a presença de autoridades locais e federais. 

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A cidade, situada próxima à fronteira com o Rio Grande do Norte e a 121 quilômetros do porto de Cabedelo, parecia pronta para se tornar um epicentro de desenvolvimento global.

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O cancelamento do projeto

No entanto, o projeto ambicioso logo se viu envolto em controvérsias. O valor do investimento, que equivalia a cerca de 120 vezes o PIB da Paraíba, levantou suspeitas. 

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A promotora Ellen Veras Ximenes, do Ministério Público da Paraíba, solicitou à prefeitura de Mataraca a documentação detalhada sobre o protocolo de intenções e outras garantias oferecidas pelo grupo chinês.

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Com o aprofundamento das investigações, surgiram questões sobre a viabilidade do projeto e a transparência dos recursos envolvidos.

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As irregularidades

Entre as incongruências apontadas, destacaram-se dúvidas sobre a existência da empresa Brasil CRT como entidade oficial na China. Além disso, as autoridades suspeitaram que o projeto fosse uma mera cópia de um plano dinamarquês para Shenzhen. 

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A ausência de clareza quanto à origem dos recursos e a falta de informações organizacionais acessíveis ao público também contribuíram para o aumento das desconfianças.

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De acordo com as informações do g1, a medida do órgão ministerial foi tomada após indícios de irregularidades se tornarem públicas. Veja algumas delas listadas abaixo:

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  • Suspeita de que a obra seja cópia de um projeto de um escritório dinamarquês para um distrito futurista em Shenzhen, no sul da China;
  • Consulado-geral da China em Recife afirmar que a Brasil CRT não exerce atividades oficiais como empresa em território chinês;
  • Falta de detalhes sobre como os recursos para a obra seriam obtidos;
  • Falta de um site (com informações organizações e referências de outras construções) ou contatos disponíveis para comunicação com a empresa.

O desfecho do mega projeto

Diante das investigações e das suspeitas levantadas, o grupo chinês decidiu cancelar o projeto em Mataraca, deixando a cidade em um estado de incerteza.

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O prefeito Egberto Madrugada, que inicialmente havia se mostrado entusiasmado com as promessas de modernização, optou por não se pronunciar após o cancelamento. 

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Enquanto isso, Mataraca tenta retornar à sua rotina, com a esperança de que novos investimentos, mais transparentes e viáveis, possam um dia transformar a realidade local.

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*Fonte: Fatos Desconhecidos e Benefícios Hoje