Caso Gritzbach: primeiro dia de júri é marcado por discussão entre promotor e advogados

Três PMs são julgados acusados de envolvimento com o crime; empresário Antônio Vinícius Gritzbach foi executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos em 2024

O primeiro dia de julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi interrompido depois de uma discussão/Divulgação

O primeiro dia de julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi interrompido depois de uma discussão/Divulgação

O primeiro dia de julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi interrompido depois de uma discussão entre a acusação e a defesa dos três policiais militares acusados de envolvimento no crime. O júri popular começou nesta segunda-feira (22/6), no Fórum Civil de Guarulhos.

Continua após a publicidade

O empresário foi assassinado a tiros em novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Gritzbach ficou conhecido nacionalmente por se tornar delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele denunciou esquemas de lavagem de dinheiro que utilizavam o mercado imobiliário, além do envolvimento de agentes públicos nas operações.

Continua após a publicidade

Entenda o bate-boca no julgamento

O desentendimento envolveu o promotor Rodrigo Merli Antunes, da acusação, e os advogados de defesa Renan Pacheco Canto e Mauro Ribas Júnior. O caso aconteceu enquanto o perito Leandro Lopes era ouvido em plenário. O tumulto foi causado por uma provocação de Antunes.

Continua após a publicidade

“O senhor conversa com bandido, eu converso com policial”, disse o promotor. Em seguida, os representantes de defesa reclamaram que Rodrigo Merli Antunes estava se aproximando demais dos advogados enquanto eles faziam perguntas a uma testemunha. Durante o bate-boca, um dos advogados ameaçou deixar a sessão, aproximando-se da porta do auditório.

Continua após a publicidade

Antes do clima esquentar, o perito Leandro Lopes respondia a perguntas da defesa sobre a análise de veículos ligados ao caso e a coleta de material genético realizada nas investigações. Também foram exibidas imagens de um dos carros periciados e realizaram procedimentos adotados pela polícia.

Continua após a publicidade

O advogado Renan Pacheco Canto respondeu às provocações afirmando que não aceitaria ser desrespeitado. A defesa argumentou que as falas atingiam profissionais que atuam na defesa criminal e considerou a manifestação como inadequada.

Continua após a publicidade

Com o cenário de desordem, o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, responsável pelo julgamento, interveio para conter os ânimos. Após um período de pausa, os trabalhos foram retomados e os depoimentos de Leandro Lopes continuaram.